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20-07-2005    
China: CICV abre delegação regional em Pequim
O CICV e a República Popular da China assinaram um acordo para a abertura de uma delegação regional para o Sudeste da Ásia em Pequim. Na cerimônia de assinatura, o presidente do CICV, Jakob Kellenberger, encontrou-se com o presidente da China, Hu Jintao; com o ministro das Relações Exteriores, Li Zhaoxing, e com comandantes militares do alto escalão. Leia a entrevista com o delegado-geral do CICV para a Ásia e o Pacífico, Reto Meister.

Por que o CICV escolheu estabelecer uma presença na China?
A abertura de uma delegação regional em Pequim mostra a ambição que a instituição tem de se desenvolver e realmente demonstrar o caráter global do seu apelo e o significado do seu mandato. Ao mesmo tempo, a própria China vive um processo de se voltar para fora a fim de assumir um papel mais amplo e mais responsabilidades tanto em nível regional como mundial. A abertura da delegação de Pequim também vem de encontro à ambição do CICV de manter diálogo com todos os grandes atores mundiais, que incluem os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Acreditamos que a abertura desta delegação seja uma verdadeira oportunidade que resultará em dividendos no futuro.

Que atividades a delegação regional vai conduzir?

Por um lado, a delegação regional aproxima o CICV de áreas economicamente muito desenvolvidas, e por outro, de áreas que apresentam um potencial para a tensão. Dessa forma, estar em Pequim e ter a possibilidade de cobrir o Extremo Oriente a partir desta capital nos dá um ponto privilegiado para a observação e a formação de redes. Tome, por exemplo, a situação na península coreana. Mais de 50 anos depois da suspensão das hostilidades, as conseqüências humanitárias do conflito estão presentes no atual momento e respostas satisfatórias ainda precisam ser encontradas e implementadas. Apesar de que, na ocasião, pudemos estar presentes para fornecer serviços humanitários – na repatriação de cidadãos coreanos do Japão, por exemplo – esperamos obter mais progressos para ajudar as duas Sociedades Nacionais na península coreana a fim de avançar na questão das famílias separadas. Penso que a nossa proximidade em relação à área nos dará a possibilidade de ter um impacto operacional maior no futuro.

Ao contar com uma presença no terreno também temos novas oportunidades para divulgar informações sobre as atividades do CICV em todo o mundo e promover o Direito Internacional Humanitário (DIH) para um público mais amplo. Queremos intensificar a promoção do DIH para as forças armadas e de segurança em todos os quatro países cobertos pela delegação regional: China, Mongólia, República da Coréia e República Popular Democrática da Coréia. Além disso, há a oportunidade de construir novos relacionamentos com a sociedade civil – particularmente com a mídia e as faculdades de Direito.

Na esfera das comunicações, também vamos oferecer informação e serviços por meio do nosso site em chinês, o que nos permitirá atingir uma audiência muito grande em todo o mundo.

Que nível de cooperação o senhor espera das Sociedades Nacionais?

Esperamos particularmente que as relações com a Sociedade da Cruz Vermelha da China e com a Cruz Vermelha Nacional da República da Coréia sejam fortalecidas consideravelmente. Ambas essas Sociedades Nacionais estão no processo de explorar as possibilidades de se tornarem ativas além de suas fronteiras nacionais. Operações em conjunto em um determinando país no campo da saúde, só para citar um exemplo, poderiam ser analisadas. Este tipo de colaboração é algo que esperamos desenvolver futuramente.

Leia também o comunicado de prensa.

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20-07-2005