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1-12-2005    
Dia Mundial da Luta Contra a AIDS: A Abordagem do CICV
Globalmente, mais de 40 milhões de pessoas sofrem de HIV/AIDS, e a maioria é africana. Apesar de não ser parte inerente de seu mandato, o CICV luta para aumentar a consciência das questões em torno do HIV/AIDS em áreas afetadas por conflitos com ênfase particular nos detidos.

Com mais de 40 milhões de pessoas afetadas no mundo todo, sendo três quartos delas na África, o flagelo da AIDS tem percorrido o mundo todo nos últimos 20 anos. Apesar de não ser parte inerente do mandato do CICV, a ligação entre o conflito e a propagação da doença é inegável.

Fatores que direta ou indiretamente inflam as taxas de infecção do HIV incluem o colapso generalizado da sociedade, a destruição da saúde, educação e sistemas de comunicação, a indisponibilidade de remédios e preservativos, migração populacional, estupro, prostituição, o uso de soldados crianças e o tráfico de armas, drogas e outros materiais.

Em muitos países, as taxas de HIV positivo são bem mais altas dentro as forças armadas até mesmo em tempos de paz. Isso também se aplica a determinadas forças de manutenção da paz que se tornam um outro fator de contribuição na propagação da doença pandêmica.

No cenário carcerário, o HIV é predominante, se não principal. Entretanto, isso é muitas vezes negado ou negligenciado pelas autoridades a esse respeito. Uma falta de informação pode ser composta pela falha de reconhecer fatos, tais como a circulação das drogas e atividade sexual entre homens. Doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, são as condições médicas mais freqüentemente diagnosticadas nas prisões em todo o mundo.

O papel do CICV

A magnitude dessa doença pandêmica e o suprimento freqüentemente limitado de materiais e recursos financeiros nos países afetados pedem a atenção de todos os agentes possíveis, inclusive o CICV. Em todas as suas atividades dentro desse domínio, a organização dá uma importância particular na cooperação com as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

O CICV está envolvido das seguintes maneiras:

  • Chamar a atenção das autoridades no que tange suas obrigações e responsabilidades para com todos os cidadãos, incluindo os detentos;
  • Encorajar a troca de informações entre todos aqueles que ajudam na prevenção do HIV/AIDS e grupos de risco (p. ex., carcereiros, presos, as forças armadas);
  • Apoiar as políticas nacionais a respeito do HIV/AIDS e encorajar a integração dessas políticas em serviços de saúde interna;
  • Treinar os delegados e funcionários do CICV em questões em torno do HIV/AIDS;
  • Apoiar as atividades localmente organizadas para marcar o Dia Mundial de Luta contra a AIDS.

Apresentamos a seguir apenas alguns exemplos da intervenção do CICV a respeito do HIV/AIDS nos últimos cinco anos.

Burundi e Ruanda

Em colaboração com uma organização local não governamental, a SWAA (Society of Women Against Aids – Sociedade de Mulheres Contra a AIDS), o CICV começou a conscientizar questões do HIV/AIDS dentre os detidos, proporcionando teste voluntário e aconselhamento sobre o HIV, tratamento de grandes infecções associadas e oportunas e tem exercido seu lobby para disponibilizar terapia anti-retroviral aos detentos.

Lesoto

Com uma parceira local, a LPPA (Lesotho Planned Parenthood Association – Associação de Maternidade e Paternidade Planejada do Lesoto), o CICV iniciou um projeto dentro da prisão central de Maseru com o objetivo de levantar a consciência, proporcionando teste voluntário e aconselhamento sobre o HIV, além de exercer seu lobby visando o acesso a medicamentos anti-retrovirais.

Etiópia

O CICV incita que as autoridades locais de saúde incluam os detidos nos programas de HIV/AIDS.

Uganda

O CICV está apoiando os serviços médicos penitenciários de forma a melhorar os programas de HIV/AIDS nas prisões.

Armênia

Uma pesquisa a respeito de doenças infecciosas, incluindo o HIV/AIDS, foi feita entre os detidos com o objetivo de conduzir um programa de prevenção.

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