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10-09-2008 Reportagem Brasil: viver na Maré e tornar-se voluntária da Cruz Vermelha Marcília Honorato vive em Nova Holanda, um dos bairros que compõem o Complexo de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela nasceu e cresceu na região e, em seus 20 anos, já viveu algumas situações de emergência, onde o conhecimento de primeiros-socorros ajudaram a diminuir o sofrimento de parentes e vizinhos. Marcília participou dos treinamentos dados pela Cruz Vermelha Brasileira, com o apoio do CICV, e, depois desta experiência, decidiu fazer parte da organização como voluntária. No mês que vem, ela passará de aluna a professora e levará a outras comunidades do Rio os conhecimentos de primeiros-socorros aprendidos no curso.
O atendimento é feito em um posto de saúde porque há problemas de acesso à Unidade de Pronto Atendimento (...) Além da distância física entre a Maré e essa unidade, há a rivalidade entre grupos armados presentes lá e aqui, o que faz com que muita gente pense duas vezes em se expor a esse risco, ainda mais num momento de emergência.
Nas comunidades, há tanto lugares planos quanto subidas de encostas de morros. Há lugares onde as ambulâncias não entram por questão de espaço, mas também por disputa de poder. O SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) só entra se o morador tiver pedido autorização para o grupo armado da região antes. Durante o dia é mais fácil entrar, à noite é mais complicado. |