Em 1978, o CICV estabeleceu presença em escala total no Chade, a fim de atender às necessidades derivadas do conflito armado entre o governo e a Frente Nacional de Libertação do Chade. Entre 1978 e 1982, a equipe do CICV que trabalha em Faya-Largeau, Bardaï, Abéché, N'Djamena e Moundou prestou assistência para dezenas de vítimas dos conflitos armados e outras situações violentas que atingiram o país.
"É gratificante saber que, depois de 30 anos, ainda nos deparamos com ex-detidos que se lembram de delegados que os visitaram em 1979, e de pessoas que receberam cuidados médicos do CICV no auge dos combates em N'Djamena", afirma Thomas Merkelbach, chefe da delegação do CICV em N'Djamena.
O CICV trabalhou no Chade por muitos anos, adaptando suas atividades à medida que a situação mudava. Em 1997, a gestão das operações no Chade foi transferida para a delegação regional da organização em Yaoundé, Camarões.
No entanto, a situação no leste do Chade começou a piorar em 2003 e o CICV precisou ter uma presença mais regular no país a fim de poder avaliar a situação da população civil e responder às suas necessidades quando fosse preciso. Assim, a organização reabriu sua delegação em N'Djamena e agora tem uma sub-delegação em Abéché e sete bases operacionais a partir das quais conduz suas atividades em todo o país.
Para marcar seu 30º aniversário, a delegação do CICV em N'Djamena organizou uma exposição de fotografias que contam a história de suas operações no Chade desde 1978.
"A exposição estará em cartaz entre 8 e 15 de maio. Acima de tudo, trata-se de uma oportunidade para mostrar o que conseguimos em parceria com o povo do Chade, e em benefício deles, tanto nas épocas boas como ruins", afirmou Stéphane Beytrison, chefe da sub-delegação em Abéché. "Nos anos 1980, nosso trabalho era basicamente ajudar detidos e internados civis e responder às emergências como os combates em N'Djamena. No entanto, desde 2003 também tivemos de lidar com as conseqüências de longo prazo do deslocamento causado pelas condições de segurança precárias, em várias regiões do leste do Chade. Isso não sai nas manchetes dos jornais, mas tem um grande impacto na vida quotidiana e ameaça o futuro de vários milhares de homens, mulheres e crianças chadeanas."
O CICV aproveita esta oportunidade para expressar sua solidariedade com a família e colegas de Pascal Marlinge, diretor de país da organização Save the Children UK (Grã Bretanha) no Chade, que foi assassinado em 1º de maio de 2008 no leste do Chade, na estrada entre Farchana e Adré. Este assassinato é um dos muitos que chocaram e entristeceram a comunidade humanitária aqui, nos últimos anos.
O CICV empreende diálogo bilateral com todas as partes no conflito a fim de lembrá-las da necessidade de poupar os civis das conseqüências do conflito armado.
Mais informações:
Inah Kaloga, CICV N'Djamena, tel: =235 6201 005