Mais de 40 mil pessoas foram para um pequeno campo para deslocados em Kibati, cerca de 15 quilômetros de Goma. Sua chegada a um local inadequado para um número tão grande de pessoas causou muitos problemas, principalmente quanto ao fornecimento de água, abrigo e alimentos. Além disso, por estarem tão próximos da linha de frente, os deslocados carecem de segurança e com freqüência são vítimas de atos violentos cometidos por portadores de armas.
- Muitos deslocados encontraram refúgio com moradores de cidades e aldeias localizadas no lado oeste do lago Kivu, como Saké, Kiroche e Bweremana em Kivu do Norte, e Minova em Kivu do Sul. A chegada em massa de pessoas sem meios de subsistência é um golpe na economia das comunidades que os recebem.
- Dezenas de milhares de deslocados foram em direção ao norte buscando refúgio nas áreas próximas à fronteira com Uganda. Supõe-se que cerca de 5 mil deles se refugiaram temporariamente em Uganda.
- Ao mesmo tempo, Lubero do Sul foi cenário de confrontos entre vários grupos armados. Como conseqüência, a população teve que se mudar muitas vezes. Durante essas mudanças, muitos foram saqueados e perderam tudo o que tinha.
Resposta emergencial do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho às necessidades da população
- Desde novembro, o CICV e a Cruz Vermelha congolesa têm distribuído alimentos para mais de 50 mil civis nos campos de Kibati ou na área de Kibati e para mais de 15 mil na área de Nyamilimalshasha.
- Além disso, porções de farinha, milho, feijão, óleo e sal têm sido distribuídas para mais de 67 mil civis nas áreas de Saké e Bweremana e nas colinas próximas a Minova. Esse socorro é suficiente para cobrir as necessidades dos deslocados e das comunidades que os recebem para os próximos três meses até a próxima colheita.
Começando a se defender de novo
- Poucos meses se passaram desde que a crise começou. Como muitas comunidades que os recebem, os deslocados que aproveitam essa certa calma em Rutshuru e em Lubero do Sul para voltar às aldeias natais estão enfrentando muita dificuldade em voltar a ter o padrão de vida anterior. Além dos alimentos que recebem, essas pessoas, portanto, receberam sementes e ferramentas que permitirão que recomecem os ciclos agrícolas e possam viver por conta própria. O CICV e a Cruz Vermelha congolesa realizam a distribuição de socorro com a cooperação do Programa Alimentar Mundial.
- Em janeiro, 7.415 pessoas que viviam na área de Kibati e mais de 4.800 em Kirotsch receberam socorro deste tipo.
- A distribuição de sementes e ferramentas agrícolas para mais de 15 mil pessoas que vivem nas áreas de Alimbongo e Bingi, em Lubero do Sul, começou fevereiro. Uma operação para trazer mais socorro para mais de 45 mil civis em Kamandi e arredores afetados negativamente pelo conflito está sendo preparada.
- Em meados de fevereiro, mais de 45 mil moradores do território de Rutshuru (Rugari, Kabaya e Rumangabo) e outros que retornaram para lá também receberão esse tipo de socorro, bem como mais de 6.500 pessoas nas colinas próximas a Minova, em Kivu do Sul.