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English title: Democratic Republic of the Congo: displacement, a refuge from violence
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13-02-2009  Relatório de operações  
República Democrática do Congo: deslocamento, um refúgio da violência
Depois de intenso combate retomado no final de outubro de 2008, cerca de 250 mil civis do território Rutshuru em Kivu do Norte tiveram que sair de suas aldeias natais para arriscar suas vidas. Hoje, alguns retornam a seus lares.

Mais de 40 mil pessoas foram para um pequeno campo para deslocados em Kibati, cerca de 15 quilômetros de Goma. Sua chegada a um local inadequado para um número tão grande de pessoas causou muitos problemas, principalmente quanto ao fornecimento de água, abrigo e alimentos. Além disso, por estarem tão próximos da linha de frente, os deslocados carecem de segurança e com freqüência são vítimas de atos violentos cometidos por portadores de armas.

  • Muitos deslocados encontraram refúgio com moradores de cidades e aldeias localizadas no lado oeste do lago Kivu, como Saké, Kiroche e Bweremana em Kivu do Norte, e Minova em Kivu do Sul. A chegada em massa de pessoas sem meios de subsistência é um golpe na economia das comunidades que os recebem.
  • Dezenas de milhares de deslocados foram em direção ao norte buscando refúgio nas áreas próximas à fronteira com Uganda. Supõe-se que cerca de 5 mil deles se refugiaram temporariamente em Uganda.
  • Ao mesmo tempo, Lubero do Sul foi cenário de confrontos entre vários grupos armados. Como conseqüência, a população teve que se mudar muitas vezes. Durante essas mudanças, muitos foram saqueados e perderam tudo o que tinha.

Resposta emergencial do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho às necessidades da população
  • Desde novembro, o CICV e a Cruz Vermelha congolesa têm distribuído alimentos para mais de 50 mil civis nos campos de Kibati ou na área de Kibati e para mais de 15 mil na área de Nyamilimalshasha.
  • Além disso, porções de farinha, milho, feijão, óleo e sal têm sido distribuídas para mais de 67 mil civis nas áreas de Saké e Bweremana e nas colinas próximas a Minova. Esse socorro é suficiente para cobrir as necessidades dos deslocados e das comunidades que os recebem para os próximos três meses até a próxima colheita.

Começando a se defender de novo
  • Poucos meses se passaram desde que a crise começou. Como muitas comunidades que os recebem, os deslocados que aproveitam essa certa calma em Rutshuru e em Lubero do Sul para voltar às aldeias natais estão enfrentando muita dificuldade em voltar a ter o padrão de vida anterior. Além dos alimentos que recebem, essas pessoas, portanto, receberam sementes e ferramentas que permitirão que recomecem os ciclos agrícolas e possam viver por conta própria. O CICV e a Cruz Vermelha congolesa realizam a distribuição de socorro com a cooperação do Programa Alimentar Mundial.
  • Em janeiro, 7.415 pessoas que viviam na área de Kibati e mais de 4.800 em Kirotsch receberam socorro deste tipo.
  • A distribuição de sementes e ferramentas agrícolas para mais de 15 mil pessoas que vivem nas áreas de Alimbongo e Bingi, em Lubero do Sul, começou fevereiro. Uma operação para trazer mais socorro para mais de 45 mil civis em Kamandi e arredores afetados negativamente pelo conflito está sendo preparada.
  • Em meados de fevereiro, mais de 45 mil moradores do território de Rutshuru (Rugari, Kabaya e Rumangabo) e outros que retornaram para lá também receberão esse tipo de socorro, bem como mais de 6.500 pessoas nas colinas próximas a Minova, em Kivu do Sul.

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13-02-2009