O Sistema Internacional de Buscas (SIB) em Bad Arolsen, Alemanha, ajuda os sobreviventes da perseguição nazista e seus familiares, documentando seu destino através dos arquivos gerenciados por esta organização. Com o trabalho de cerca de trezentos funcionários, o SIB preserva os registros históricos e os disponibiliza para pesquisa. Se alinhados, os arquivos somariam 26 km de documentos contendo informações do destino de cerca de 17 milhões e meio de pessoas.
O SIB fornece informações sobre:
Alemães, ou não, detidos em campos de concentração nazistas ou de trabalho ou outros locais de detenção no período de 1933 a 1945.
Vítimas do Holocausto.
Não-alemães que combateram como trabalhadores forçados no território do Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial.
Deslocados que, após a Segunda Guerra Mundial, estiveram sob o cuidado de organizações de ajuda humanitária internacional (UNRRA, IRO).
Filhos (por exemplo, menores de 18 anos de idade no final da Segunda Guerra Mundial) das pessoas que pertencem aos grupos mencionados acima, que foram deslocados ou separados de seus pais como resultado da guerra.
© ITS
Os arquivos não possuem documentos de civis alemães que fugiram ou foram expulsos de territórios ocupados por forças alemãs.
Em 1955 a Comissão Internacional do Serviço Internacional de Buscas (CISIB), confiou a gestão do SIB ao CICV. A decisão foi motivada pelo caráter neutro e independente do CICV e sua experiência em rastreamento. Desde então, o CICV gerencia o SIB através da nomeação de um delegado do CICV para o cargo de diretor do SIB. Prévio a esse acontecimento, o SIB, que foi criado antes do final da Segunda Guerra Mundial por uma iniciativa britânica, foi inicialmente administrado pelas Forças Expedicionárias Aliadas e, mais tarde, pela Organização das Nações Unidas para Assistência e Reabilitação, pela Organização Internacional para os Refugiados e pelos Aliados do Alto Comissariado para a Alemanha.
Durante décadas o SIB teve um mandato limitado para rastreamento de civis, vítimas da perseguição nazista, para poder conhecer seus paradeiros. Também emitiu certificados para o pagamento de pensões e indenizações e apoiou o trabalho das autoridades legais. Em 2007, os 11 membros da Comissão Internacional para o SIB reconheceram a necessidade de também disponibilizar estes importantes arquivos para a investigação e tomaram a histórica decisão de abrir os arquivos ao público.
© ITS/R. Ehrlich
Fotos deixadas para trás por alguns dos milhões de pessoas que não sobreviveram à devastação do Terceiro Reich.
As novas funções adicionais do SIB, como facilitar investigação, documentação e arquivos de trabalhos, já provocaram mudanças estruturais que eram necessárias para responder adequadamente aos novos desafios causados pela abertura dos arquivos ao público. Em 2008, o CICV manifestou à Comissão Internacional sua intenção de se retirar da administração e gestão do SIB nos próximos anos. Ciente do fato de que as novas tarefas adicionais do SIB exigiam competências que vão além do mandato do CICV, a Comissão Internacional iniciou discussões para redefinir o mandato e a estrutura organizacional para o futuro do SIB. O CICV participa destas discussões, que devem conduzir a uma solução duradoura e possibilitar a retirada da organização.
Marcos recentes do SIB:
Maio de 2006: a Comissão Internacional decide abrir os arquivos ao público para pesquisa e concorda com as emendas dos Acordos de Bonn de 1955, que representam a base jurídica para o SIB.
Agosto de 2007: primeiras cópias digitais de documentos de encarceramento são transferidas para os arquivos dos Estados membros da Comissão Internacional. É lançado o site do SIB.
Novembro de 2007: emendas ratificam o Acordo de Bonn de 1955. Abertura do arquivo para pesquisa. Relançamento do arquivo do SIB.
Março 2008: Reunião Técnica da Comissão Internacional em Bad Arolsen; cópias digitais dos cartões de casdastro relativo aos Deslocados são entregue aos arquivos nos Estados membros.
30 de abril de 2008: uma cerimônia marca a abertura dos arquivos do SIB em Bad Arolsen.
Maio de 2008: a Comissão Internacional abre o debate sobre o futuro da instituição em sua reunião anual em Varsóvia.
Junho 2008: oficina em conjunto com o museu norte-americano Memorial do Holocausto, envolvendo 15 historiadores de todas partes do mundo.
Agosto de 2008: cópias digitais de documentos sobre o trabalho forçado são entregues aos arquivos.
Novembro de 2008: mil e trezentos visitantes de 24 países visitaram o SIB desde sua abertura ao público, incluindo 330 pesquisadores, 100 jornalistas e 290 membros de famílias e vítimas da perseguição nazista. Um total de 11.300 inquéritos de setenta e sete países atendidos pelo SIB, dos quais cerca de um quarto (2.920) vieram de estudantes e jornalistas.
Dezembro 2008: novo arquivista lança projeto para melhorar a classificação dos documentos do SIB.
Maio de 2009: a Comissão Internacional continua o debate sobre o futuro mandato e a estrutura organizacional do SIB |
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