“Desde que a crise começou em 2002, a população rural vem sofrendo de uma escassez crescente”, afirmou Elise Bjerkrheim, chefe do escritório do CICV em Korhogo. “Esperamos que esta distribuição ajude as famílias agrícolas a suprir com suas necessidades básicas.”
Juntamente com os voluntários da Sociedade da Cruz Vermelha da Costa do Marfim, o CICV forneceu 68 toneladas de sementes de milho e arroz e 434 toneladas de fertilizantes para 6.238 famílias em 21 vilarejos na área de Odiénné, 13 na zona de Korhogo, 9 em Ferkéssedougou, 13 em Bouna e 18 em M'Bahiakro. A distribuição, que começou em abril e continua até o fim de junho, foi planejada para que os agricultores pudessem plantar as sementes no início da época de chuvas. O CICV vai avaliar a situação até a colheita para garantir o melhor uso possível dos suprimentos.
“A vida está muito difícil agora. Desde o início da crise, os preços aumentaram muito. Sobreviver já é um problema”, afirmou Seydou Ouattara, líder do grupo de agricultores do povoado de Nazinékaha, na área de Korhogo. “Já não conseguimos pagar pelos fertilizantes. Mas agora, com a ajuda do CICV, poderemos duplicar a colheita”, afirmou Soro Adama, um agricultor em Kafigué. “É a primeira vez que uma organização internacional nos ajuda desta maneira”, acrescentou.
"Esta era uma região próspera. Agora, os agricultores simplesmente sobrevivem”, declarou o agrônomo do CICV Christian Gnéba, que ajudou a pesquisar a situação antes da distribuição. “Devido à falta de fertilizantes e sementes, a produção agrícola no norte caiu pela metade”, explicou Hermann Schall, coordenador do CICV para segurança econômica na Costa do Marfim. “Mesmo se os agricultores conseguirem mais do que antes pelas suas colheitas, eles não conseguirão o suficiente para viver sem ajuda.”
O objetivo da distribuição do CICV, como as que foram realizadas em outros povoados em 2006 e 2007, é assegurar a segurança alimentar para as famílias rurais identificadas pela organização como especialmente vulneráveis.
“A Cruz Vermelha vem ajudando a população desde o início do conflito”, afirmou Kyali Ouatta, chefe do distrito de Ferkéssedougou. “Se Deus quiser, vai continuar a ajudar até o fim da crise.”
Mais informações:
Sébastien Brack, CICV Abidjan, tel. +225 09 399 404