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English title: Pakistan: many civilians in North-West Frontier Province conflict areas remain cut off from basic services
pakistan-update-200509
20-05-2009  Relatório de operações  
Paquistão: muitos civis nas áreas de conflito da Província da Fronteira continuam sem serviços básicos
O combate entre as forças armadas paquistanesas e os grupos armados da oposição nos distritos de Dir, Buner e Swat na Província da Fronteira Noroeste continua fazendo com que os civis saiam de suas casas em busca de segurança. Os que ficam para trás sofrem com a falta de alimentos, água e serviços de saneamento e de saúde.

©Reuters / M. Faisal
Uma família foge de uma ofensiva militar no vale de Swat, noroeste de Islamabad


"Esta é a pior crise humanitária pela qual este país já passou nos últimos tempos", disse Pascal Cuttat, chefe da delegação do CICV no Paquistão. "A maioria das organizações humanitárias e jornalistas se concentram no sofrimento das centenas de milhares de pessoas que tiveram que fugir de suas casas, mas não podemos nos esquecer daqueles que ficaram para trás e têm que suportar o impacto das hostilidades. Todo o possível deve ser feito para assistir e proteger os civis, de acordo com o Direito Internacional Humanitário".

As condições para os que permanecem nas áreas de conflito da Província da Fronteira Noroeste são motivo de preocupação, uma vez que a água, a eletricidade e a assistência médica são limitadas. O combate e uma falta de segurança generalizada interromperam cadeias de suprimentos em Dir, Buner e Swat, fazendo com que as mercadorias – os alimentos, sobretudo – se tornassem escassos e caros. Além disso, os frequentes toques de recolher dificultam para as pessoas terem acesso a quaisquer serviços básicos que ainda estejam disponíveis nas cidades e aldeias. Em Mingora, por exemplo, o principal hospital do distrito de Swat está agora abandonado e a água e a eletricidade foram cortados há mais de uma semana.

Grandes campos estão sendo montados para abrigar os civis que fugiram das áreas atingidas pelo conflito. De acordo com as estatísticas oficiais, no entanto, apenas uma fração dos 1.5 milhão de deslocados internos cadastrados se mudaram para esses campos. A maioria das pessoas prefere ficar em casa de parentes, alugar cômodos ou viver em abrigos improvisados onde quer que os encontre. As temperaturas nos campos vão rapidamente se tornando insuportáveis, em especial para as mulheres, que tendem a permanecer dentro das tendas.

Além de ajudar milhares de deslocados, o CICV também trabalha nas áreas diretamente afetadas pelo conflito. Hoje, pela primeira vez, a organização entrou em Timergara, em Lower Dir, para avaliar as necessidades. O Comitê também entregou material médico para o Hospital Distrital de Daggar District Hospital, em Buner, que ainda funciona, embora com uma equipe reduzida. O CICV também contribuiu distribuindo alimentos para cerca de 8.500 deslocados e para as famílias que os acolhem no sul de Buner. Ademais, em parceria com o Crescente Vermelho paquistanês, a organização distribuiu alimentos e outros artigos básicos de socorro para mais de 13 mil deslocados em Lower Dir e Malakand. No entanto, o CICV ainda não pôde levar o material médico necessário para Mingora, capital de Swat, e para um ponto de grandes operações militares na ofensiva em andamento.

O CICV e o Crescente Vermelho paquistanês administram em conjunto um campo para deslocados em Swabi. O Comitê também apoia dois campo administrados pelo Crescente Vermelho paquistanês em Malakand, o que assegura condições de vida básicas para as pessoas que encontraram refúgio aí. Os campos foram equipados com latrinas, chuveiros, fontes de água e unidades de saúde básica. Estão sendo plantadas árvores próximas às tendas para reduzir as temperaturas em seis graus centígrados – o suficiente para fazer a diferença entre o quente e o insuportável.

"Este campo estava praticamente vazio há uma semana. Agora abrigamos mais de dez mil pessoas", explicou Jean-Yves Penoy, delegado do CICV que trabalha em Swabi, enquanto avaliava alguns dos vinte chuveiros que eram postos. "Estamos tentando atender a todo o fluxo de deslocados. É uma corrida contra o tempo".

O hospital cirúrgico do CICV para feridos de guerra em Peshawar, inaugurado a menos de um mês, no dia 29 de abril, já atendeu a inúmeros pacientes feridos de guerra do distrito de Swat desde que as hostilidades irromperam e agora opera com capacidade total.

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20-05-2009