12-02-2009 Entrevista Filipinas: equipe do CICV entra na quinta semana em cativeiro Quatro semanas atrás os membros da equipe do CICV Mary Jean Lacaba, Eugenio Vagni e Andreas Notter foram raptados nas Filipinas. O chefe de operações do CICV para o Leste Asiático, Sudeste Asiático e Pacífico, Alain Aeschlimann, fala sobre como a organização está lidando com isso.
Alain Aeschlimann, chefe de operações do CICV para o Leste Asiático, Sudeste Asiático e Pacífico
O seqüestro da equipe do CICV foi um ataque direto contra sua organização. Por que o senhor não suspendeu as operações nas Filipinas? Para o CICV, encerrar as atividades humanitárias nunca é uma opção. Na verdade, pode-se dizer que por estar enfrentando as conseqüências do rapto é que o CICV exatamente está mais determinado do que nunca, por exemplo, a fazer o que pode para ajudar os civis que tiveram que fugir de seus lares por causa do combate em uma outra parte – e, em geral, aumentar a cooperação com a Cruz Vermelha filipina. Sua equipe, certamente, deve ter o pensamento nos colegas mantidos em cativeiro. Quais são as atividades que eles, no entanto, estão realizando? Nas últimas três semanas, o pessoal do CICV e da Cruz Vermelha filipina distribuiu alimentos às famílias deslocadas em Maguindanao e Cotabato Norte. Nossa equipe também tem dado continuidade aos projetos em Negros e Samar para a melhoria do acesso à água potável. Acabaram de terminar um sistema de fornecimento de água alimentado pela gravidade e poços perfurados. Além disso, o CICV continua com as atividades relacionadas com o bem-estar dos detidos. Recentemente realizou uma avaliação das prisões em Metro Manila e Mindanao, e instalou um equipamento de biogás na prisão municipal em Sultan Kudarat. E nossa equipe continua visitando as áreas onde os civis estão sofrendo os efeitos de confrontos armados de modo a monitorar a situação e prestar socorro adequado. O rapto dos três membros da equipe do CICV induzirá a organização a rever ou modificar sua prontidão para trabalhar nas áreas de conflito no mundo? Nossa organização está constantemente revendo suas políticas e procedimentos, nas só com relação a questões de segurança, mas também com referência ao Socorro prestado em diferentes situações. O CICV mantém suas determinação em ajudar pessoas em situações de conflito no mundo todo. |