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O baixo índice de chuvas em 2007 deixou seu saldo.
O vilarejo de Djibidione foi um dos primeiros a receber auxílio da organização, que atuou na região para reformar os centros de saúde e oferecer serviços extensivos a um grupo de mulheres engajadas no cultivo de hortas voltadas para o mercado de consumo.
Depois de suspender as operações por um ano após a morte de um delegado do CICV na explosão de uma mina, em setembro de 2006, somente em janeiro de 2008 a organização retomou suas atividades na região, enviando uma missão para uma viagem ao longo da área de Fogny, com a tarefa de satisfazer às necessidades dos grupos de mulheres em Djibidione e Sitoukéne.
Quando o programa foi lançado, ou seja, antes da suspensão das operações, o CICV forneceu uma cerca, instrumentos agrícolas e um poço de água para cada horta. Hoje, 25 mulheres em Djibidione e 27 em Sitoukéne continuam a trabalhar em suas hortas todos os dias, cultivando cebola, tomate, alface, repolho e berinjela. Dessa forma elas podem atender as principais necessidades de suas famílias.
O baixo índice pluviométrico em 2007 deixou seu saldo. Em cada grupo, quase 50 mulheres começaram a participar do programa quando ele foi lançado, mas algumas, tanto em Djibidione como em Sitoukéne, abandonaram suas hortas nesse meio tempo por causa das dificuldades com a água. Rokhaza não trabalha na horta há dois anos porque tem problemas com as pernas. "Não posso mais nem ir à feira para comprar peixe", afirma. Com Maimouna Badji acontece o contrário. Ela preside o grupo de Djibidione, cuja horta, com 22 fileiras de vegetais, consegue atender às necessidades de sua família.
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Retrato de uma horteira em Djibidione.
Em julho de 2007 o CICV doou uma charrete para cada comunidade, de forma que as mulheres pudessem transportar sua produção para as feiras, principalmente em Bignona e Sindian. Quando não há produção para vender, as charretes são usadas para o transporte geral, o que traz uma renda extra.
Uma boa colheita pode render até 20 euros e algumas mulheres até conseguem pagar por todas as despesas domésticas, como Dialika Diémé, que pôde custear um saco de arroz graças às verduras que cultivou em 2007. Comprar material escolar não é mais um problema para essas mães que não podem mais depender da renda dos maridos em virtude da queda na produção de amendoim.
As mulheres em Sitoukéne abriram uma conta em Sindian, na qual depositam os lucros das vendas. Apesar da escassez de água e dos maus resultados da colheita anual, o apoio e aconselhamento oferecidos à distância pelo CICV trouxeram frutos. As 25 hortas que têm o apoio do CICV na zona de Fogny conseguiram produzir 120 toneladas de verduras, comparadas às 98 toneladas em 2006. Um bom sucesso para a comunidade!