Assistência aos deslocados
O CICV ajuda o governo a cumprir com sua obrigação de cuidar dos deslocados, fornecendo alimentos, água, alojamento e saneamento àqueles que vivem nos centros administrados pelo governo. Eles também recebem produtos de higiene pessoal e gêneros de primeira necessidade.
“As necessidades dessas pessoas continuam sendo esmagadoras. Muitas perderam os familiares, amigos e todos os pertences”, afirmou Paul Castella, chefe da delegação do CICV no Sri Lanka. “As pessoas que se separaram de seus familiares estão ansiosas por receber notícias de seus entes queridos. O CICV vai continuar apoiando as atividades do governo em benefício dos deslocados e está disposto a compartilhar seus conhecimentos em matéria de restabelecimento do contato entre familiares”.
O CICV proporcionou alojamento e água e construiu latrinas para mais de 66 mil pessoas em vários centros para deslocados administrados pelo governo nos distritos de Batticaloa, Jaffna, Mannar, Vavuniya e Trincomalee. Só em Manik Farm, mais de 20 mil pessoas têm acesso a cinco litros de água potável por dia graças a uma usina de filtragem e a um tanque de água instalados pelo CICV.
Mais de 70 mil deslocados residentes em Manik Farm receberam pacotes com produtos de higiene pessoal e artigos para bebês. Cerca de 40 mil famílias deslocadas nos distritos de Vavuniya, Jaffna e Trincomalee receberam alimentos desidratados, roupa, artigos de higiene e utensílios de cozinha.
Quando o número de civis que chegavam ao posto de entrada de Omanthai começou a crescer, o CICV e os voluntários da Cruz Vermelha cingalesa prestaram serviços de primeiros socorros para centenas de deslocados feridos e doentes.
No final de maio, o CICV havia evacuado de Putumattalan a Mullaivaikkal mais de 13.500 feridos e doentes, junto com seus acompanhantes, na barca “Green Ocean”, fretada pela organização. Milhares necessitavam de tratamento médico. Para ajudar a atender aos doentes e feridos, o CICV prestou apoio aos hospitais do Ministério da Saúde em Mannar e Trincomalee, fornecendo água potável, sistemas de saneamento e uma equipe de médicos.
Intermediário neutro entre o governo e os membros do LTTE
O CICV continua se desempenhando como intermediário neutro entre os integrantes que ainda restam do LTTE e o governo do Sri Lanka, transmitindo informação sobre as pessoas que desejam se render. Se algum deles entra em contato com o CICV, a organização transmite a informação para as forças policiais ou de segurança após cadastrar seus dados pessoais, visando a acompanhar individualmente os casos daqueles que depuseram armas.
Proteção dos civis e detidos em função do conflito
Milhares de pessoas que foram vinculadas ao LTTE, incluindo ex-combatentes, se renderam às autoridades. De comum acordo, o CICV visitou mais de 5 mil pessoas ligadas ao LTTE que se entregaram recentemente e se encontram detidas em centros de detenção e recuperação.
Seis membros das forças de segurança do governo, que tinham sido detidos pelo LTTE e que haviam recebido visitas do CICV durante o período em que estiveram detidas, voltaram para casa depois dos últimos combates no distrito de Mullaitivu. Durante a detenção, o CICV ajudou no intercâmbio de Mensagens Cruz Vermelha entre os detidos e seus familiares e lhes ofereceu artigos para lazer.
O CICV visita pessoas detidas por razões de segurança desde 1989. O objetivo das visitas é avaliar as condições de detenção e tratamento. Conforme acordo assinado com o governo de Sri Lanka, entre março e maio de 2009, os delegados do CICV entrevistaram em caráter particular mais de 6.700 detidos por motivos de segurança, em quase 135 centros de detenção administrados pelo governo, e lhes ofereceu roupa, artigos de higiene e de lazer. O CICV ajudou os familiares a visitarem cerca de 1.400 detidos.
O CICV continua ajudando as autoridades a cumprirem com sua obrigação de respeitar o Direito Internacional Humanitário no Sri Lanka. Quando é o caso, atua junto às autoridades que cuidam dos casos de pessoas desaparecidas, detenções arbitrárias, casos de recrutamento de menores, mortes ilegais e maus tratos cometidos por portadores de armas a civis ou detidos. O CICV examina as supostas infrações com as autoridades, em particular.
Restabelecimento do laços familiares por meio das Mensagens Cruz Vermelha
As Mensagens Cruz Vermelha ajudam os detidos a se manterem em contato com seus familiares e facilitam a unificação das famílias separadas pelo conflito. Em maio, houve um aumento do número de Mensagens transmitidas pelo CICV. A organização recolheu mais de duas mil e entregou 340.
Homenagem aos colaboradores do CICV
Durante o conflito, muitas pessoas ficaram feridas ou mortas. Entre elas também houve colaboradores do CICV. Em abril, nosso colega Sinnathurai Kugathasan morreu em Ambalavanapokanai, distrito de Mullaitivu. Kugathasan foi o terceiro dos colaboradores do CICV que perdeu a vida desde dezembro de 2008. Além disso, entre janeiro e março de 2009, 11 funcionários do CICV ficaram feridos na zona de conflito.