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Nosso Mundo – Perspectivas das Filipinas
(Arquivo PDF/352 k)
Resumo Executivo
Formas de violência / sofrimento e suas consequências
Cerca de uma em cada oito pessoas entrevistadas nas Filipinas foi afetada de alguma maneira pelo conflito armado que ocorre aí. Os que tiveram experiência pessoal direta correspondem a 7% da população residente e outros também relataram que sofreram gravemente. No total, 12% dos entrevistados foram afetados de alguma maneira - tanto pessoalmente ou devido às amplas consequências do conflito armado.
Para os que passaram por tal experiência, esta em geral remonta a eventos ocorridos há dez anos. Dentre essas pessoas, pelo menos metade (52%) foi deslocada. Pelo menos uma em cada dez pessoas perdeu contato com um parente próximo, foi ferida no conflito ou teve sua propriedade danificada. As más condições econômicas estão entre os "outros" efeitos do conflito armado mencionados espontaneamente.
Pesquisa de opinião "Nosso mundo. Perspectivas do terreno."
Essa pesquisa foi realizada em oito países, os quais atualmente estão passando ou passaram por conflitos armados ou outras situações e violência armada. O objetivo foi desenvolver um melhor entendimento das necessidades e expectativas das pessoas, reunir opiniões e pontos de vista e dar voz àqueles que têm sido afetados negativamente pelos conflitos armados ou por outras situações de violência.
Esta pesquisa de opinião em oito países será complementada por uma pesquisa mais profunda (pesquisa qualitativa).
Este trabalho foi encomendado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) dentro do contexto da campanha Nosso mundo. Sua ação . Lançada em 2009, o objetivo da campanha é chamar atenção do público para a vulnerabilidade e o atual sofrimento das pessoas em todo o mundo. A intenção é enfatizar a importância da ação humana e convencer as pessoas de que elas têm o poder de fazer a diferença e reduzir o sofrimento.
O ano de 2009 é importante para o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho com três aniversários significativos (os 150 anos da Batalha de Solferino, os 90 anos da fundação da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e os 60 anos das Convenções de Genebra).
Em 1999, o CICV realizou uma pesquisa semelhante intitulada Pessoas em Guerra, que serve de base para comparação e como um meio de destacar as tendências das opiniões dez anos depois.
Entre os medos das pessoas estão: dificuldade econômica (32%), civis encurralados no fogo cruzado (23%) ou afetados de outra maneira (24%), perda / danos à propriedade (23%), sequestro (17%), deslocamento (11%), ferimentos (15%), acesso limitado às necessidades básicas (12%) e perda de um ente querido (11%).
Necessidades e assistência
Nos períodos de conflito armado, as necessidades das pessoas se concentram no "básico" – alimentos, abrigo e assistência médica – mas a dignidade também é vista como uma necessidade importante e é essencial que as famílias fiquem juntas. Que grupos ou organizações podem atender a essas necessidades?
Assistência / grupos humanitários
A assistência vem tanto de dentro do país (governo, entidades religiosas, a organização nacional da Cruz Vermelha - Cruz Vermelha filipina – e ONGs, comunidades locais e, claro, familiares), como de outros pontos (CICV, ONU e, em alguns casos, militares).
Em geral, os que estão "mais perto de casa" – comunidades locais e familiares – são as pessoas às quais mais recorrem quando necessitam apoio, mas a maioria das organizações desempenha alguma função na hora de prestar assistência humanitária. No total, cerca de 8% se lembram de ter recebido ajuda ou do CICV ou da Cruz Vermelha filipina.
Obstáculos na hora de receber ajuda
Se a ajuda ou o apoio não chega às pessoas, normalmente culpa-se a corrupção (85%), as dificuldades de acesso (61%), os mercados negros (35%) e a condição social / discriminação (41%). Algumas pessoas não sabem que a ajuda está disponível (37%), enquanto outras recusaram ajuda por medo da rejeição social (15%). Apenas 4% disseram que recusaram o apoio porque não o necessitavam.
Redução do sofrimento
Para "reduzir o sofrimento durante o conflito armado", as pessoas inicialmente procuram ajuda tanto dentro de suas próprias comunidades (por exemplo, líderes religiosos - 17%) e fora das mesmas, por exemplo, a Cruz Vermelha filipina (11%), o CICV (7% - somando 18% para esses dois grupos no total), ou a ONU (7%).
Eles também recorrem à imprensa / jornalistas (14%) e às autoridades governamentais (13%) – mas com menos freqüência às ONGs. É notório que os líderes comunitários em geral não são mencionados como fonte de assistência para redução de sofrimento.
A Comunidade Internacional
A população nas Filipinas não reluta em apelar para o envolvimento internacional direto. Metade das pessoas (56%) vê a introdução de tropas de paz como conduta desejável e um número similar (52%) apela para o socorro emergencial. No entanto, um grupo bem menor (23%) defende a intervenção militar.
A comunidade internacional também pode apoiar financeiramente as organizações internacionais (38%), organizar conversas para buscar a paz (36%) e aumentar a conscientização do sofrimento dos civis (29%).
As pessoas que vivem foram das zonas de conflito, isto é, cidadãos de outros países, também devem desempenhar uma função. Muitas pessoas nas Filipinas acreditam que as pessoas devem doar dinheiro ou bens ou devem ser voluntários. Acima de tudo, eles querem ver o apoio às organizações relevantes.