A violência e a ação humanitária em áreas urbanas: novos desafios, novas abordagens
30-06-2010 Artigo, Revista Internacional da Cruz Vermelha, No. 878, de Marion Harroff-Tavel
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Com base na experiência do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de seus parceiros, assim como nos relatórios de especialistas acadêmicos, este artigo descreve a vulnerabilidade dos mais pobres e dos migrantes em áreas urbanas. Apresenta as dificuldades que as organizações humanitárias, que com frequência estão acostumadas a trabalhar em áreas rurais, têm de enfrentar. Finalmente, descreve respostas inovadoras com as quais se pode aprender muito: microprojetos de geração de renda, assistência em espécie ou em forma de cupons, agricultura urbana e estabelecimento de programas de prevenção contra a violência ou de promoção da saúde para proteger as pessoas afetadas pela violência armada em áreas desfavorecidas.
Resumo
Garantir o desenvolvimento harmônico das cidades que experimentam um crescimento rápido e oferecer à população em plena expansão serviços públicos dignos desse nome em termos de segurança, saúde ou educação são um desafio para muitos Estados. Enfrentar tal desafio se torna ainda mais difícil e mais premente já que podem ocorrer manifestações de violência conhecidos como hunger riots (“motins de comida”), confronto entre quadrilhas territoriais e comunidades étnicas, atos de violência xenofóbica contra os migrantes, entre outros), que, em geral, não chegam a entrar na categoria de conflito armado, mas não são menos violentas.
Com base na experiência do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de seus parceiros, assim como nos relatórios de especialistas acadêmicos, este artigo descreve a vulnerabilidade dos mais pobres e dos migrantes em áreas urbanas. Apresenta as dificuldades que as organizações humanitárias, que com frequência estão acostumadas a trabalhar em áreas rurais, têm de enfrentar. Finalmente, descreve respostas inovadoras com as quais se pode aprender muito: microprojetos de geração de renda, assistência em espécie ou em forma de cupons, agricultura urbana e estabelecimento de programas de prevenção contra a violência ou de promoção da saúde para proteger as pessoas afetadas pela violência armada em áreas desfavorecidas.

