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El Salvador: modelo de acesso mais seguro nas eleições de 2009 foi aplicado com sucesso

03-04-2009 Reportagem

Os processos eleitorais, sobretudo as jornadas de votação, podem causar situações que ponham em risco a integridade das pessoas e, neste contexto, para realizar sua tarefa de ajuda humanitária, a Cruz Vermelha deve aplicar os princípios fundamentais de imparcialidade, neutralidade e independência. Durante os recentes comícios presidenciais em El Salvador, o CICV apoiou a tarefa de prevenção da Cruz Vermelha salvadorenha e zelou pelo cumprimento de suas diretrizes operativas e de segurança.

     

© CICR 
   
O uso do novo logotipo foi uma das recomendacoes nesses comícios. 
         

Com o objetivo de responder de maneira rápida e eficaz aos diferentes incidentes que poderiam surgir durante os comícios presidenciais em El Salvador, a Cruz Vermelha salvadorenha, com o respaldo técnico e financeiro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), executou seu Plano de Contingência - Eleições 2009.

Se por um lado não foram registrados casos violentos, o responsável pela Cooperação do CICV, Ricardo Velázquez, considerou que a Cruz Vermelha local havia se preparado bem para enfrentar distintos cenários eventuais de incidentes violentos. Neste sentido, considerou que todo o operativo conjunto realizado entre o CICV e a Cruz Vermelha salvadorenha " alcançou as expectativas " .

     
 
   
Ferramentas, recursos e equipamentos de modelo de acesso mais seguro:    
  • Identificação de proteção: bandeira, colete
  • Telecomunicações: VHF, rádios para veículos
  • Logística: transporte, armazenamento
  • Reservas para resposta humanitária: material de primeiros socorros, reservas armazenadas previamente, material de divulgação
 
         

A cooperação entre e CICV e a Cruz Vermelha salvadorenha na elaboração do Plano de Contingência consistiu principalmente na assessoria técnica, com a utilização de ferramentas contidas no modelo de acesso mais seguro, um guia que permite contribuir para a melhora das condições de segurança dos membros da Cruz Vermelha no momento de agir e auxiliar em situações que representem um certo risco.

As recomendações incluíram aspectos relacionados com a localização dos postos de socorro, a visibilidade institucional e a coordenação com autoridades locais, entre outros.

" O trabalho com a Cruz Vermelha salvadorenha foi muito bom, porque permitiu o intercâmbio e a atualização de informações com muitos voluntários que conhecem muito bem o CICV, pois vivenciaram o conflito armado salvadorenho " , afirma Velásquez.

     
 
   
Durante os comícios presidenciais de 2009 em El Salvador, a Cruz Vermelha salvadorenha:    
  • estabeleceu 89 postos de socorro
  • ativou 52 filiais em todo o país
  • pôs 65 veículos de emergência, entre ambulâncias e equipes de resgate, à disposição
  • contou com mais de 600 voluntários no terreno
     
         

" Essa experiência é útil para aplicar agora os plano s de contingência em outros contextos e também enriquece o que está sendo feito atualmente em termos operativos " , acrescenta.

O CICV vinha colaborando desde o ano passado com Cruz Vermelha local, tanto na conquista de uma perfeita compreensão do modelo de acesso mais seguro, como na aplicação de cada um dos elementos que o compõem, antes de concretizar o processo eleitoral. " A elaboração do Plano de Contingência foi apoiada sobre essa base " , afirma Velázquez.

Também foi desenvolvido um processo de análise de informação, que ia sendo recopilada em cada um dos processos do modelo.

" A Cruz Vermelha local levou muito a serio o modelo de acesso mais seguro, o aplicou muito bem e, sobretudo, ajudou a que o novo logotipo nacional fosse posicionado, que era uma das recomendações feitas " , acrescenta o especialista, que assegura que o Plano de Contingência desenvolvido nesse caso abordava todos os cenários eventuais de incidentes violentos.

Segundo Velázquez, um dos elementos fundamentais para o sucesso da ação preventiva em situações como o processo eleitoral salvadorenho é conseguir que haja entre os voluntários e o pessoal nos postos operativos " uma maior consciência da importância de acompanhar as análises de contexto, e, sobretudo, que os responsáveis por dar ordens ou autorizar deslocamentos o façam com base em informações seguras " .

Ainda segundo o responsável pela Cooperação, " não existia historicamente o costume de se fazerem essas análises nos níveis de decisão. Durante os últimos anos, principalmente no contexto de eleições, temos aplicado estes processos e reforçado entre os altos mandos a necessidade de realizarmos estas análises de contexto e darmos prosseguimento " .

     
    © CICR 
   
    Posto da Cruz Vermelha salvadorenha      
         

O Plano de Contingência da Cruz Vermelha e do CICV envolve, em linhas gerais, os seguintes passos:

  • Havendo feridos, localizá-los para que possam receber atendimento médico e, assim, apoiar os serviços de saúde locais, que muitas vezes são limitados com relação a recursos materiais.

  • No caso de haver um número significativo de detidos, realizar um intercâmbio contínuo destes com os delegados, para oferecer serviços de proteção e evitar eventuais desaparecimentos.

  • Se quando houver um bloqueio de alguma região, houver pessoas com problemas de saúde dentro dessas comunidades, facilitar sua evacuação para evitar que sofram maiores danos à saúde devido ao bloqueio.