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República Centro-Africana: entrevista com o chefe de delegação em Bangui

27-03-2013 Entrevista

Após os acontecimentos dos últimos dias, o chefe da delegação do CICV na República Centro-Africana, Georgios Georgantas, analisa a situação humanitária no país.

Poderia nos descrever a atual situação humanitária em Bangui?

A situação em Bangui permance preocupante. A cidade ainda está com pouca ou sem nenhuma eletricidade e o abastecimento de água é incerto. Isto tem um impacto nos centros de saúde e outras infraestruturas.
 

Do mesmo modo que outras organizações humanitárias, o CICV prossegue com uma primeira avaliação dos centros de assistência à saúde em Bangui. A situação ainda é insegura na capital, continuando com a restrição de deslocamento das nossas equipes. É essencial que recobramos nossas capacidade para realizar as atividades e deslocarmo-nos com a maior brevidade. A organização possui atualmente cerca de 130 funcionários na região.
 

Os depósitos de comida e suprimentos e muitas residências de funcionários do CICV foram parcial ou totalmente saqueadas, colocando em risco algumas das atividades emergenciais que a organização realiza em benefício das pessoas que sofrem com os efeitos da violência. Os saques e pilhagens de centros médicos e humanitários devem cessar.
 

Qual é a assistência que as pessoas afetadas pela violência dos últimos dias receberam?

Por enquanto, é a assistência dada pelos voluntários da Cruz Vermelha da República Centro-Africana que fazem o possível para evacuar as vítimas e recuperar os restos mortais na capital. Nossas equipes fazem no momento uma primeira avaliação dos centros de saúde. Nossas atividades para as pessoas que sofrem os efeitos da violência em outras regiões do país, como Kaga Bandoro e Ndélé, continuam por agora, apesar de que a situação de segurança continua instável.
 

Qual seria sua principal mensagem para as respectivas partes?

É essencial que qualquer pessoa ferida, presa ou detida seja tratada com humanidade e dignidade. Os saques e pilhagens das instalações de saúde e humanitárias devem cessar para que a ajuda possa ser levada sem impedimentos às pessoas mais afetadas pela violência dos últimos dias.
 

Mais informações:
Vincent Pouget, CICV Bangui, tel.: +237 94 202 493 ou +236 75 64 30 07
Marie-Servane Desjonquères, CICV Genebra, tel.: +41 79 536 92 58


Foto

 

Georgios Georgantas, chefe da Delegação do CICV na República Centro-Africana.
© CICV