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El Salvador: a Cruz Vermelha se prepara para prestar assistência durante as eleições

29-01-2009 Entrevista

Por conta do processo eleitoral pelo qual El Salvador passa, a Cruz Vermelha salvadorenha projetou um plano operativo destinado a organizar seu trabalho e estabeleceu umas diretrizes de segurança inspiradas no modelo para um acesso mais seguro, criado pelo CICIV. Nesta entrevista, o Dr. José Benjamín Ruiz Rodas, presidente da Cruz Vermelha salvadorenha, explica as diretrizes e o plano operativo elaborados pela Instituição.

     
©Cruz Roja Salvadoreña 
   
Voluntários da Cruz Vermelha Salvadorenha prestam assistência durante as eleições de janeiro. 
               
 
   
DADOS:
    No mês de janeiro, durante as eleições legislativas e municipais, a Cruz Vermelha Salvadorenha mobilizou:    
  • 60 veículos da Cruz Vermelha;
  •    
  • 546 voluntários.
    Além disso, prestou assistência a mais de 300 pessoas.
  •      
               

  El Salvador: a Cruz Vermelha se prepara para prestar assistência durante os comícios  

No dia 13 de janeiro, em San Salvador, República de El Salvador, Dr. José Benjamín Ruiz Rodas, Presidente da Cruz Vermelha salvadorenha, apresentou em uma conferência de imprensa as diretrizes e o plano operativo da Instituição para o processo eleitoral de 2009.

O Plano Operativo foi elaborado com assessoria técnica e o financiamento do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), e com base nas pautas que o modelo de Acesso Mais Seguro oferece, visando implementar ações de atenção à população, em condições mínimas de segurança, diante das situações que poderiam implicar certo risco.

Dr. Rodas fala sobre as finalidades e os alcances do Plano Operativo na entrevista abaixo.

  Qual é o objetivo de elaborar um Plano de Ação para as eleições de 2009 em El Salvador?  

     

R/ O propósito de planejar nossa ação é que a Cruz Vermelha salvadorenha, em cumprimento de seu mandato, ofereça atenção pré-hospitalar de forma oportuna, eficaz e de maneira coordenada durante as jornadas eleitorais de janeiro e março de 2009, em todo o território, aplicando permanentemente os Princípios Fundamentais do Movimento e as Políticas Institucionais. Como instituição de Primeira Resposta, nos comprometemos a estar preparados diante de qualquer circunstância.

  Em que consiste o Plano Operativo da Cruz Vermelha salvadorenha?  

     

R/ Consiste na organização dos recursos humanos, materiais e financeiros com os quais nossa Sociedade Nacional conta para responder de maneira oportuna diante de qualquer incidente e são definidos os procedimentos a implementar em relação à localização de postos de socorro, ações de visibilidade, gestão das operações, coordenação inter-institucional, entre outros.

  Como a Cruz Vermelha salvadorenha porá em prática este Plano de Ação?  

     

R/ Devo destacar que a implementação deste Plano está fundamentalmente no espírito de serviço que caracteriza nossos voluntários, que há alguns meses iniciaram as atividades de planejar, organizar e executar o operativo eleitoral. Contaremos com mais de dois mil membros distribuídos em 56 filiais, que mantém uma comunicação constante com o Centro de Operações de Emergência, localizado na nossa sede central, de onde a operação será controlada.

  Existem diretrizes ou normas em termos de segurança para os voluntários da Cruz Vermelha?  

     

R/ Depois de uma ampla consulta com os voluntários, identificamos algumas boas práticas implementadas em períodos anteriores e que seria interessante reaplicá-las, mas também foram identificados aspectos que deveriam ser melhorados. Neste sentido, depois de consolidar os aportes, analisá-los e discuti-los, eles se transformaram nas diretrizes operativas que serão aplicadas antes e durante as jornadas eleitorais. Estas diretrizes regem as ações relacionadas com o operativo e definem claramente como os voluntár ios devem proceder diante de diferentes situações que possam se apresentar e que possam pôr em risco a aplicação dos Princípios Fundamentais e a imagem institucional.

Por outro lado, em relação às diretrizes de segurança, estas foram retomadas do guia de segurança para operações no terreno, elaborada pelo Centro Regional de Referência em Preparação para Desastres, com sede em nosso país, e nas quais se aplica o modelo do CICV para um acesso mais seguro.

  Por que é importante que a Cruz Vermelha salvadorenha conte com um Plano de Ação como este?  

     

R/ Principalmente porque permite ordenar adequadamente os recursos e capacidades, facilitando a implementação no terreno das ações operativas. É de vital importância que exista um documento que sirva de guia para a organização dos membros envolvidos na operação. Além disso, esta ferramenta nos permitirá realizar uma avaliação concreta sobre nossa resposta, comparar o planejado com os resultados obtidos e depois sugerir os ajustes necessários para o cumprimento de nossa missão humanitária.