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Orçamento do CICV para o ano de 2013: assegurar a resposta certa na hora certa

06-12-2012 Comunicado de imprensa 12/240

Genebra (CICV) – Milhões de pessoas no mundo todo sofrem os efeitos de conflitos armados e de outras situações de violência cada vez mais complexos, com pouca perspectiva de melhora no seu dia a dia. Tendo esse cenário de pano de fundo, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pede 1,17 bilhões de francos suíços (0,97 bilhões de euros ou 1,21 bilhões de dólares americanos) para cobrir as suas atividades humanitárias para o ano de 2013.

O orçamento do CICV para o próximo ano inclui a cifra inicial de 988,7 milhões de francos suíços para as operações no terreno e 186,8 milhões de francos suíços para o apoio prestado pela sede da organização, em Genebra.

"Este orçamento nos permitirá manter uma ampla variedade de atividades em resposta a diversas necessidades, ao mesmo tempo em que levamos em consideração a difícil situação de segurança", disse o presidente do CICV, Peter Maurer, em uma coletiva de imprensa em Genebra por ocasião de lançamento dos apelos emergenciais da organização.

"Em 2013, o CICV lidará com o conjunto de situações muito diverso de consequências para homens, mulheres e crianças que estao feridos, doentes, deslocados, detidos ou separados das suas famílias", disse Maurer. "A mescla de conflitos agudos e prolongados levará a um aumento generalizado no escopo das atividades humanitárias que precisamos realizar, sejam para aliviar as necessidades imediatas ou para apoiar a duradoura resiliência das pessoas."

"O crescente número de vítimas do conflito é motivo de grande preocupação, assim como o novo confronto e os inúmeros abusos no leste da República Democrática do Congo", explicou o presidente do CICV. "A população no norte do Mali está cada vez mais vulnerável como consequência da escassez de alimentos e da interrupção dos serviços básicos que se somam aos efeitos do conflito armado. As perspectivas são sombrias para a população do Afeganistão, que enfrenta perigos e abusos há três décadas. O confronto no Sudão e no Sudão do Sul, que resultou na fuga de milhares de pessoas, as quais tiveram de abandonar as suas casas, não mostra sinais de diminuição. As formas de outros tipos violência diferentes de conflitos armados, como a violência interétnica em partes da Ásia e os confrontos tribais em diversas nações africanas, também parecem ser motivo de enorme sofrimento. Além disso, a crise econômica pode trazer mais instabilidade para determinados países."

"Enquanto que a Síria, a República Democrática do Congo e o Mali podem estar nas manchetes, também trabalhamos onde o sofrimento passa relativamente desapercebido, como nas Filipinas, em Madagascar ou na República Centro-Africana", disse Maurer.

A violência, os abusos e a interrupção da assistência à saúde e dos serviços de abastecimento de água e eletricidade têm um impacto drástico na vida dos civis. ''Algumas das situações mais urgentes com as quais a nossa equipe tem de lidar são as aquelas nas quais o acesso aos serviços básicos é negado a comunidades inteiras devido a que os enfrentamentos restringem a sua liberdade de trânsito, ou aquelas nas quais as ambulâncias, as equipes médicas, os profissionais de resgate e os hospitais são atacados, dificultando ou impossibilitando a assistência emergencial imediata e vital."

Em 2013, as maiores operações do CICV em termos de despesas serão o Afeganistão, Iraque, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Síria, Israel e territórios ocupados, Sudão, Mali/Níger, e Iêmen. A África, mais uma vez, é responsável por mais de 40 por cento dos compromissos operacionais do CICV no mundo todo. 

"O nosso orçamento reflete completamente o nosso objetivo de agir e atender as necessidades da maneira mais adequada e significante. Sempre visamos levar em consideração as circunstâncias das pessoas, os riscos e os perigos aos quais estão expostas, o gênero e a idade delas. Também levamos em conta o nível de acesso disponível para o CICV, até que ponto a nossa organização é aceita e a natureza dos riscos à segurança envolvidos", disse Maurer. "Para o CICV, o ano de 2012 foi um dos anos mais desafiantes em termos de segurança. Em 2013, conseguir o equilíbrio entre os riscos tomados e o escopo da resposta humanitária continuará sendo uma tarefa difícil. Para ser bem-sucedido nessa empreitada, o CICV fará o possível para assegurar a sua aceitação como organização neutra, independente e imparcial."

Para realizar as suas atividades, o CICV conta com 12 mil funcionários no terreno que trabalham em estreita parceria com as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, mas também, cada vez mais, em cooperação com outras organizações internacionais ou locais. No Nepal, por exemplo, onde o CICV apoia as famílias de pessoas desaparecidas – muitas das quais sao chefiadas por mulheres – o Comitê está trabalhando de perto com organizações locais para prestar assistência econômica, assessoria jurídica, reabilitação médica e apoio comunitário.

"Agora, mais do que nunca, estamos completamente comprometidos a fazer todo o possível para as pessoas necessitadas, onde quer que estejam", disse o presidente. "Mas é importante lembrar que as vidas de inúmeras pessoas que precisam de proteção e assistência depende do contínuo apoio dos nossos doadores."

Mais informações:

Dorothea Krimitsas (inglês, francês), CICV Genebra, tel: +41 22 730 25 90 ou +41 79 251 93 18 

Carla Haddad Mardini (inglês, francês, árabe), CICV Genebra, tel: +41 22 730 24 05 ou +41 79 217 32 26 

Alexis Heeb (espanhol), CICV Genebra, tel: +41 22 730 37 72 ou +41 79 218 76 10 

Anastasia Isyuk (russo), CICV Genebra, tel: +41 22 730 30 23 ou +41 79 251 93 02


Foto

Peter Maurer 

Peter Maurer
© CICV / T. Gassmann

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