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150 anos de ação humanitária em meio a conflitos armados

14-02-2013 Comunicado de imprensa 13/16

Genebra (CICV) – No dia 17 de fevereiro, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) comemora o seu 150º aniversário e o início das suas atividades de socorro, as quais continua realizando nos dias de hoje em benefício de milhões de pessoas afetadas por conflitos armados e para melhorar as condições de vida de outras tantas.

Em uma época em que as pessoas sofrem as agonias das guerras na Síria, Mali, República Democrática do Congo e em outros lugares, o CICV está mais que determinado a seguir com a sua missão humanitária.

"Este aniversário nos proporciona uma oportunidade de olhar criticamente para o nosso passado e também de nos conscientizarmos dos pontos fortes que nos ajudaram nas atividades que realizamos para milhões de vítimas de conflitos armados e outras situações de violência", disse o presidente do CICV, Peter Maurer. "Agora, mais do que nunca, devemos não somente nos manter fiéis aos nossos princípios, mas também buscar novas formas de atender melhor as pessoas que precisam de ajuda. Devemos redobrar os nossos esforços para assegurar que a natureza neutra, imparcial e independente das nossas atividades humanitárias seja entendida por todos."

O CICV continua se adaptando às novas formas de conflitos armados e aos inúmeros desafios que as atividades humanitárias enfrentam. "Realizamos o nosso trabalho em um ambiente moldado pelo uso de novas armas e tecnologias, pela proliferação de grupos armados, pela dificuldade de acesso às pessoas que precisam de assistência, pela abundância de ONGs e organizações humanitárias que se esforçam para atender as comunidades, cada uma com o seu enfoque", disse o presidente do CICV.

"Junto dos nossos parceiros do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e com uma comunidade humanitária mais ampla, buscamos formas de atender esses desafios", afirmou Maurer. "Temos de coordenar melhor os esforços humanitários, prestar muita atenção às opiniões daqueles que buscam ajudar e dar-lhes a oportunidade de desempenhar um papel ativo nessas ações, cujo objetivo final é possibilitar que as pessoas necessitadas tenham acesso a uma recuperação duradoura."

O maior desafio que o CICV e outras organizações humanitárias enfrentam é a falta de respeito pelo Direito Internacional Humanitário, que proíbe a violência dirigida às pessoas que não participam dos conflitos armados, como crianças, feridos, doentes, ou detidos. "Nunca foi tão grande a necessidade de uma disposição política forte para poupar os civis e para o cumprimento do Direito Internacional Humanitário, seja por parte dos grupos armados estatais, como dos não estatais", afirmou.

Muitas das atividades que o CICV realiza hoje em dia têm agora efeitos muito abrangentes. "Quando os delegados do CICV visitam os detidos em Guantânamo, ou facilitam a liberação de reféns na Colômbia, ou ajudam as pessoas no Afeganistão a terem acesso à assistência à saúde com segurança, ou oferecem a manutenção e o conhecimento técnico para fazer com que as redes de abastecimento de água e eletricidade continuem em funcionamento em Goma, uma cidade de meio milhão de pessoas, ou advogam pela aprovação de um tratado internacional sobre as munições cluster, isso tem um impacto direto e duradouro sobre as vidas de milhões de pessoas."

"A visão de Henry Dunant – a ideia da Cruz Vermelha – não somente sobreviveu, como prosperou ao longo de todos esses anos", disse o presidente do CICV. "No último século e meio, o CICV sobreviveu adversidades políticas, dificuldades financeiras, barreiras culturais e inúmeros obstáculos, até mesmo ataques contra a sua própria equipe para levar assistência humanitária vital e proteção para as pessoas necessitadas." A organização, que começou como uma pequena equipe inteiramente suíça, agora realiza atividades humanitárias em mais de 90 países no mundo todo e conta com uma equipe de trabalho de quase 13 mil homens e mulheres de mais de cem nacionalidades.

Mais informações:
Marie-Servane Desjonquères, CICV Genebra, tel.: +41 22 730 31 60 ou +41 79 536 92 58
Carla Haddad Mardini, CICV Genebra, tel.: +41 22 730 24 05 ou +41 79 217 32 26


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