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Dia Internacional da Mulher: Mulheres deslocadas pela guerra merecem atenção especial

07-03-2007 Comunicado de imprensa 07/26

Genebra (CICV) – Eu tive que fugir do meu vilarejo porque homens armados nos obrigavam a cozinhar, lavar e fazer tudo para eles, disse Helena, uma colombiana que vive em Bogotá. Ela conta que se não fizesse o que eles mandavam, eles ameaçavam separar-los dos filhos. E diz que gostaria de um dia poder voltar para a sua casa, ao seu vilarejo, e viver lá com as crianças.

Em todo o mundo, as ameaças e ataques, o risco de ficarem no meio de confrontações violentas e a perda de estruturas e serviços vitais levam milhares de civis a deixarem suas casas em áreas convulsionadas por conflitos armados. O deslocamento tem um profundo e duradouro impacto físico, psicológico, social e econômico nas vidas das pessoas que são obrigadas a fugir.

Num conflito armado, as mulheres são freqüentemente obrigadas a abandonar seus lugares de origem. Muitas vezes, se vêem assumindo novas funções, tornando-se responsáveis pela família sem ter o apoio familiar e da comunidade. Desafiadas por estas situações, inúmeras mulheres mostram grande força e sabedoria para garantir a sua própria sobrevivência e de seus familiares. Ainda assim, o fardo de buscar refúgio em ambientes estranhos e hostis é muito pesado para estas mulheres, seus filhos e outros membros da família que estejam sob seus cuidados. Além da luta pela sobrevivência, estas mulheres enfrentam o risco de expor sua saúde, se sujeitarem a violências sexuais e outras formas de agressão.

O desafio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é tornar possível para as pessoas estarem seguras em suas próprias casas, apesar de haver um conflito armado em andamento ou outra situação de violência. Se estas pessoas são obrigadas a fugir para outra parte do país, o CICV e seus parceiros do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho oferecem ajuda e se empenham em garantir sua proteção. Onde as condições permitam, estas organizações trabalham para que os deslocados e refugiados possam retornar a suas casas.

Uma atenção especial tem sido dada às necessidades das mulheres deslocadas e o CICV e seus parceiros fazem todo o possível para ajudá-las.

" No Dia Internacional da Mulher deste ano, nós homenageamos as muitas mulheres que foram forçadas a abandonar seu ambiente familiar " , disse Florence Tercier, que coordena o programa do CICV sobre as mulheres e a guerra. " Elas merecem atenção especial e apoio do CICV e de outras organizações e governos " .

  Mais informações:  

  Antonella Notari, porta-voz do CICV em Genebra, tel. +41 22 730 22 82 or +41 79 217 32 80  

  Para pedidos de fotos e entrevistas em português, contate:  

  João Paulo Charleaux, cel. + 61 8122 0119