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Somália: relembrando 20 anos de vidas salvas no Hospital Keysaney

07-06-2012 Galeria de fotos

O Hospital Keysaney, no nordeste de Mogadíscio, desempenhou um papel fundamental na prestação de atendimento médico de emergência para as pessoas afetadas pela guerra desde 1992. O hospital celebra 20 anos de vidas salvas com a inauguração de um moderno centro cirúrgico.

  • Mogadíscio, 2012. Entrada no Hospital Keysaney
    • Mogadíscio, 2012. Entrada no Hospital Keysaney
      © CICV / so-e-00641

    O Hospital Keysaney fica no nordeste de Mogadíscio, nos arredores da cidade, no prédio de uma  antiga prisão.

  • Mogadíscio, 2012. Novo centro cirúrgico do Hospital Keysaney, inaugurado no dia 2 de fevereiro de 2012.
    • Mogadíscio, 2012. Novo centro cirúrgico do Hospital Keysaney, inaugurado no dia 2 de fevereiro de 2012.
      © CICV

    Apesar das constantes modificações e reformas com o passar dos anos, o centro cirúrgico anterior não tinha mais capacidade para atender o crescente número de cirurgias e seus equipamentos estavam desatualizados. O novo prédio abriga uma sala asséptica e outra séptica com entradas e ante-salas separadas, uma farmácia, uma sala para o pós-cirúrgico, uma sala para as equipes, dois vestuários e uma sala de limpeza.

  • Mogadíscio, 2012. Dentro do novo centro cirúgico do Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 2012. Dentro do novo centro cirúgico do Hospital Keysaney.
      © CICV

    “Antes eu sentia que trabalhava em uma prisão de verdade e não um hospital. O hospital agoras está completamente reformado,” afirma o diretor do hospital, Yusuf Mohamed Hassan.

  • Mogadíscio, 2012. Novo centro cirúrgico do Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 2012. Novo centro cirúrgico do Hospital Keysaney.
      © CICV / so-e-00640

    A qualidade da vida dos pacientes e das equipes médicas melhorou com a recente inauguração deste moderno centro cirúrgico.

  • Mogadíscio, 2012. Nova sala para o pós-operatório do Hospital Keysaney
    • Mogadíscio, 2012. Nova sala para o pós-operatório do Hospital Keysaney
      © CICV

    O novo centro inclui uma moderna sala para o cuidado pós-operatório.

  • Mogadíscio, 1992. Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 1992. Hospital Keysaney.
      © SIPA Press / Jose Nicolas / so-d-00018-18

    O Hospital Keysaney, na região norte de Mogadíscio, iniciou as cirurgias de guerra e o atendimento médico de emergência para civis e combatentes há 20 anos. O hospital é administrado pelo Crescente Vermelho Somali com o apoio do CICV. Um novo centro cirúrgico foi recentemente inaugurado para comemorar o aniversário de 20 anos do hospital.

  • Mogadíscio, 1992. Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 1992. Hospital Keysaney.
      © CICV / F. McDougall / so-n-00065-19

    "É um dia importante para o CICV e o Crescente Vermelho Somali e um dia emotivo para mim, eu estava ali quando abrimos o hospital e hoje inauguramos o novo centro cirúrgico,” afirma, uma enfermeira do CICV na Somália, Randi Jenses, na inauguração do dia 2 de fevereiro de 2012, vinte anos depois que o Hospital Keysaney abriu suas portas. “Tenho muito orgulho do trabalho que fizemos com os nossos colegas do Crescente Vermelho Somali durantes esses anos.”

  • Mogadíscio, 1993. Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 1993. Hospital Keysaney
      © ICRC / P. Boussel / so-d-00026-03

    O Hospital Keysaney foi instalado, em 2 de fevereiro de 1992, no prédio de uma antiga prisão na costa no norte de Mogadíscio.  Atualmente tem capacidade para 90 leitos, os cirurgiões e as equipes realizam até 2,5 mil operações por ano.

  • Mogadíscio, 1993. Hospital Keysaney
    • Mogadíscio, 1993. Hospital Keysaney
      © CICV / P. Boussel / so-d-00026-13

    O hospital foi instalado em 1992 para o tratamento dos feridos de guerra na região do norte de Mogadíscio, que não tinha nenhum centro cirúrgico naquele momento. O CICV transformou o prédio, originalmente destinado para ser um centro de detenção, em um hospital, enviando suas equipes cirúrgicas para fazê-lo funcionar.

  • Mogadíscio, 1995. Uma enfermeira do CICV cuidando de uma criança no Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 1995. Uma enfermeira do CICV cuidando de uma criança no Hospital Keysaney.
      © CICV / A. Nosten / so-d-00032-05

    Desde 1994, é administrado por funcionários nacionais empregados pelo Crescente Vermelho Somali, treinados pelo CICV. A organização apoia integralmente o hospital, incluindo o pagamento dos salários, oferecendo capacitação e material médico. Atualmente a média é de 210 pacientes cirúrgicos que são admitidos por mês, dos quais 120 possuem ferimentos por armas.

  • Mogadíscio, 2006. Uma criança atendida no Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 2006. Uma criança atendida no Hospital Keysaney.
      © CICV / B. Schaeffer / so-e-00184

    Desde a sua inauguração, o hospital tratou até 30 mil feridos por armas de um total de 216 mil pacientes. Uma consulta custa um dólar americano. A hospitalização custa dois dólares na enfermaria e quatro dólares para ficar em um dos 13 quartos individuais. Trinta por cento dos pacientes são pobres demais até para pagar essas taxas e são atendidos de graça.

  • Mogadíscio, 2006. Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 2006. Hospital Keysaney.
      © CICV / B. Schaeffer / so-e-00186

    Nos últimos 20 anos, o Hospital Keysaney sentiu o conflito armado com toda a sua força, sendo atingido por artilharia em várias ocasiões, uma bem recentemente. A violência contra os profissionais da assistência à saúde, centros e pacientes impõe sérios desafios à ação humanitária da atualidade. Os serviços vitais fornecidos pelos centros médicos como o Hospital Keysaney fazem com que seja imperativo o respeito, em todas as circunstâncias, pelo Direito Internacional Humanitário, que protege os centros de saúde, os profissionais e os pacientes.

  • Mogadíscio, 2006. Entrada do pronto-socorro do Hospital Keysaney.
    • Mogadíscio, 2006. Entrada do pronto-socorro do Hospital Keysaney.
      © CICV / B. Schaeffer / so-e-00189

    De acordo com o Direito Internacional Humanitário, os centros de saúde devem ser respeitados e protegidos em todas as circunstâncias. As partes devem poupar as equipes, hospitais, clínicas e centros similares dos efeitos das hostilidades. Seja lançando um ataque, defendendo uma área ou posicionando pessoal militar, todos que participam das hostilidades devem tomar todas as precauções possíveis para minimizar os danos em potencial aos civis e bens civis, como hospitais.

  • Mogadíscio, 2007. Sala de aula no Hospital Keysaney
    • Mogadíscio, 2007. Sala de aula no Hospital Keysaney
      © CICV / V. Louis / so-e-00313

    Um médico ensina médicos, enfermeiras e estudantes de medicina como classificar os ferimentos de acordo com o nível de atendimento de emergência necessário. O Hospital Keysaney é administrado pelo Crescente Vermelho Somali e as equipes, a capacitação e os equipamentos são todos financiados pelo CICV.

  • Mogadíscio, 2007. Pintura na parede do Hospital Keysaney
    • Mogadíscio, 2007. Pintura na parede do Hospital Keysaney
      © CICV / V. Louis / so-e-00314

    “O que nos faz capaz de funcionar em um contexto tão difícil é a nossa neutralidade,” afirma o diretor do hospital desde 2004, Yusuf Mohamed Hassan. “Keysaney recebe todos os pacientes, sem importar a qual clã pertencem ou suas crenças religiosas ou políticas. Os serviços do Hospital Keysaney são essenciais para a população de Mogadíscio: durante os últimos 20 anos, mais de 216 mil pacientes, incluindo, 30 mil com ferimentos por armas, foram tratados aqui.”


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Última atualização: 08-06-12