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Iraque: ajuda às viúvas e pessoas com deficiência para abrirem pequenos negócios

15-03-2013 Galeria de fotos

As pessoas com deficiência que são chefes de família, assim como as mulheres que sustentam o lar, enfrentam condições extremamente árduas no Iraque. O CICV oferece subsídios para auxiliar as mais vulneráveis a abrirem pequenos negócios. Além do impacto econômico, a ajuda possibilita que a dignidade delas seja restituída ao fazer com que elas se sintam úteis e necessárias às suas comunidades. Kirkuk, localizada nos territórios em disputa no norte do Iraque, é uma das cidades mais afetadas pela violência.

    • Na sala da sua casa em Neda, um bairro da periferia de Kirkuk, Seniya segura, junto com suas quatro filhas e seu filho mais novo, a foto do pai deles falecido. Eles vivem na pobreza extrema desde 2009, após perderem quem sustentava a família.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01116
    • Em 2012, Seniya recebeu do CICV uma vaca prenha que, logo em seguida, pariu um terneiro. Seniya ainda precisa da ajuda dos vizinhos. "Mas sinto que a minha vida está mudando," explica. Ela tem planos de vender o terneiro e comprar outra vaca. Seu sonho é mudar-se para uma área melhor e abrir uma mercearia.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01115
    • Ahmad (45), perdeu as duas pernas na guerra entre o Irã e o Iraque. Ele começou, em 2010, com o apoio do CICV, um pequeno negócio como ferreiro autônomo. Trabalhou arduamente e logo pôde abrir a sua própria oficina em Ruba, uma bairro no sul de Kirkurk.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01117
    • O negócio dele rendeu o suficiente para fazer seu irmão, Mohammed, de sócio. Ahmad, pode agora mandar todos os seus cinco filhos para a escola. Entretanto, os pedidos têm diminuído e ele quer passar a trabalhar com PVC.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01107
    • Tendo sido deslocado interno durante a guerra, Taha (27) perdeu as duas pernas com a explosão de uma mina. Com o apoio do CICV, ele abriu uma pequena mercearia com produtos básicos. Gradativamente, a loja passou a ser um centro social para os deslocados que vivem em Huzeyran. "Não há sentimento melhor do que ter seu próprio negócio", conta.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01112
    • Taha faz um lançamento durante um jogo amistoso de basquete de cadeirantes em um centro de reabilitação física em Kirkuk, onde ele joga em seu tempo livre.
      © CICV / IQ-E-01110
    • Anteriormente um operário da construção, Ahmed (24) perdeu as duas pernas em um acidente de carro. Ele vai todos os dias ao centro de reabilitação física de Kirkuk, onde joga basquete e levanta pesos. Ahmed ganhou uma medalha de ouro no Campeonato Nacional de Bagdá em 2009.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01111
    • Dois anos atrás, com o apoio do CICV, Ahmed abriu um posto móvel de venda de cartões telefônicos próximo ao campo de futebol do bairro de Wasiti, no sul de Kirkuk. "Como eu ia ali todos os dias, eles concordaram que eu poderia cuidar do lugar." Ele cuida da manutenção e admistração do campo. "Nada poderia me fazer mais feliz do que trabalhar de forma autônoma", conclui.
      © CICV / P. Krzysiek
    • Ensam mudou-se para Kirkurk com seus dois filhos após seu marido ter sido morto nos distúrbios sectários em 2007. Ela abriu uma mercearia em Huzeyran, sul do Iraque, com os subsídios do CICV. "Apesar de que as pessoas são muito pobres", ela diz, "não existe outra mercearia perto, então, os negócios vão bem."
      © CICV / P. Krzysiek
    • Graças à loja, Ensam pode agora sustentar seus dois filhos e até ajudar outras pessoas, o que a deixa muito orgulhosa. A coisa mais importante foi a mudança na sua vida social. "As coisas mudam quando uma organização internacional como o CICV demonstra interesse pela vida vida solitária de uma viúva", explica.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01114
    • Mãe de quatro filhos, Fatuma perdeu seu marido em um tiroteio no posto de controle na estrada que vai de Kirkurk a Hawija. Abandonada à sua própria sorte, ela teve que assumir repentinamente o papel de sustento principal da família, que era do seu marido, além de ter que cuidar dos seus filhos.
      © CICV / P. Krzysiek
    • Fatuma abriu sua própria oficina de processamento de algodão e lã, baseada em sua própria experiência. Com o tempo, Fatuma foi ficando muito ocupada, oferecendo serviços aos moradores dos distritos do sul de Kirkurk. Ao ser perguntada sobre seu tempo livre, Fatuma ri e diz: "Agora tenho que ter uma agenda para organizar cada minuto do meu dia!".
      © CICV / P. Krzysiek
    • Shireen, supervisionada pela sua mãe Galawesh, costura um vestido vermelho. Galawesh, viúva desde o início dos anos 90, administra um atelier com sua filha mais velha, desde 2012, no bairro Runaki de Kirkuk. Apesar de terem pouca experiência com a costura no início, elas foram se aperfeiçoando aos poucos, ganhando a confiança dos seus clientes.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01108
    • Um menino olha pela janela enquanto sua mãe, que veio buscar seu vestido que acaba de ser costurado, conversa com Galawesh e sua filha. O atelier de costura foi muito procurado, em especial com a chegada de Newroz, o Ano Novo curdo.
      © CICV / P. Krzysiek / IQ-E-01109

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Última atualização: 25-03-13