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Afghanistan: seeing families through the harsh winter

11-11-2008 Galeria de fotos

Centenas de milhares de afegãos podem ser obrigados a abandonar suas casas no norte do país neste inverno, por causa da seca, insegurança e aumento no preço dos alimentos. O CICV trabalha junto à Sociedade Nacional do Crescente Vermelho afegão para atender às necessidades de 280 mil pessoas (40 mil famílias) em oito distritos das províncias de Kunduz, Balkh, Faryab e Badghis, no norte e no noroeste do país.

  • Centro de ortopedia do CICV em Kabul, outubro de 2008. Uma vítima muito jovem das minas antipessoal em um centro de reabilitação de pacientes.
    • Centro de ortopedia do CICV em Kabul, outubro de 2008. Uma vítima muito jovem das minas antipessoal em um centro de reabilitação de pacientes.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01407

    Em operação há 20 anos, o centro faz cerca de 15 mil implantes de membros por ano e oferece aproximadamente 200 mil sessões de fisioterapia. Também ajuda as pessoas com deficiências a se reinserirem no contexto de trabalho por meio de treinamento vocacional e micro-créditos para aqueles que desejam iniciar seu próprio empreendimento.

    Segundo a rede de informação sobre minas da ONU, as minas no Afeganistão causam uma média de 62 vítimas ou feridos por mês.

  • Delegação do CICV em Kabul. Mohammed Khan (nome de fantasia) fala por videoconferência com seu filho, que está no centro americano de detenção em Bagram há oito meses.
    • Delegação do CICV em Kabul. Mohammed Khan (nome de fantasia) fala por videoconferência com seu filho, que está no centro americano de detenção em Bagram há oito meses.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01414

    Em janeiro de 2008, o CICV e as autoridades norte-americanas inauguraram um novo serviço de videoconferências, o único deste tipo, que permitiu aos detidos de Bagram entrar em contato com seus familiares pela primeira vez desde que foram presos.

    « Faz oito meses que meu filho está detido », explicou Mohammed com lágrimas nos olhos. «Desde então pude falar com ele três vezes por videoconferência. Sempre lhe pergunto se é bem tratado e, como posso vê-lo na tela, sei que está sadio ».

  • Delegação do CICV em Kabul. Videoconferências com familiares detidos.
    • Delegação do CICV em Kabul. Videoconferências com familiares detidos.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01417

    De todas as pressões sofridas por uma família durante um conflito armado, uma das mais difíceis de suportar é desconhecer o paradeiro de um ser querido.

    O programa de videoconferência do CICV foi um grande sucesso: foram registradas mais de 1.500 ligações durante os últimos nove meses entre detidos de Bagram e seus familiares, que chegaram até a delegação do CICV em Kabul vindos de todo o país. O sistema de videoconferência foi um primeiro passo importante para levar tranqüilidade aos familiares dos detidos em Bagram e para que familiares e detidos saibam que todos estão vivos e sadios. No entanto, nada pode substituir a intensidade de um encontro pessoal. As primeiras visitas cara a cara no centro de detenção de Bagram começaram no final de setembro de 2008.

  • Um voluntário da Sociedade do Crescente Vermelho Afegã orienta um beneficiário durante uma distribuição de alimentos na província de Kunduz.
    • Um voluntário da Sociedade do Crescente Vermelho Afegã orienta um beneficiário durante uma distribuição de alimentos na província de Kunduz.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01377

    « Nossos voluntários estão fazendo um trabalho extraordinário. Para eles é gratificante ajudar a aliviar a preocupação das pessoas antes da chegada do inverno », disse Fatima Gailani, presidente da Sociedade Nacional do Crescente Vermelho Afegã.

    Em 2007, a Sociedade do Crescente Vermelho Afegã distribuiu víveres e outro tipo de assistência para mais de 500 mil famílias, e prestou serviços de saúde para cerca de 1 milhão de pessoas. A Sociedade Nacional trabalha em todas as províncias do país.

  • Província de Kunduz. Delegado do CICV entrega cupons para distribuição de alimentos.
    • Província de Kunduz. Delegado do CICV entrega cupons para distribuição de alimentos.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01379

    Sem alimentos, sem dinheiro para comprar sementes, sem perspectiva de chuva, o inverno será muito duro nesta região, onde a agricultura depende das precipitações. Estima-se que milhares de famílias devem abandonar suas casas neste inverno, à procura de alimento e trabalho.

    Se a próxima colheita não for boa, será necessária uma resposta de emergência. O CICV e a Sociedade do Crescente Vermelho Afegã estão se preparando para o pior.

  • Província de Kunduz, outubro de 2008. Jovens beneficiados pela distribuição de alimentos do CICV mostram seus cupons.
    • Província de Kunduz, outubro de 2008. Jovens beneficiados pela distribuição de alimentos do CICV mostram seus cupons.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01380

    A situação crítica dos habitantes das províncias do norte do país se torna mais grave ainda pelo aumento veloz no preço dos alimentos. Devido à elevação do preço dos alimentos no mundo todo, os principais exportadores regionais proibiram as exportações, restringindo ainda mais o ingresso de víveres ao Afeganistão. Em todo o país, muitas pessoas não podem ter acesso aos artigos básicos, como trigo e arroz. O custo da farinha, por exemplo, dobrou em menos de um ano.

  • Uma família aguarda o início de uma distribuição de alimentos do CICV no distrito de Khanabad, província de Kunduz, outubro de 2008.
    • Uma família aguarda o início de uma distribuição de alimentos do CICV no distrito de Khanabad, província de Kunduz, outubro de 2008.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01381

    Centenas de milhares de afegãos podem ser obrigados a abandonar suas casas no norte do país neste inverno, por causa da seca, insegurança e aumento no preço dos alimentos.

    O CICV trabalha junto à Sociedade Nacional do Crescente Vermelho afegão para atender às necessidades de 280 mil pessoas (40 mil famílias) em oito distritos das províncias de Kunduz, Balkh, Faryab e Badghis, no norte e no noroeste do país. A organização vai distribuir cerca de 5 mil toneladas métricas de víveres, ou o equivalente a 500 caminhões.

  • Shah Mohammed (25) no centro de ortopedia do CICV em Kabul, aprende a andar após a amputação das duas pernas, outubro de 2008.
    • Shah Mohammed (25) no centro de ortopedia do CICV em Kabul, aprende a andar após a amputação das duas pernas, outubro de 2008.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01410

    Shah, ex-policial, pisou em uma mina enquanto patrulhava um povoado em Paktika, no sudeste de Kabul.

    Mohammed Said Ashraf, de 25 anos, é o jovem administrador do centro de ortopedia. Quando estava com apenas oito anos, Said perdeu ambas as pernas após uma metralhadora quebrar sua coluna durante um ataque perto de sua casa. Além da assistência ortopédica e fisioterápica recebida do CICV, Said se beneficiou do programa de educação domiciliar, que lhe permitiu recuperar os cinco anos de escolaridade que tinha perdido enquanto esteve prostrado na cama.

  • Imagem de Mohammed Ali (35), feita em outubro de 2008. Ele vende xícaras de chá e café em uma barraca de rua no centro de Kabul.
    • Imagem de Mohammed Ali (35), feita em outubro de 2008. Ele vende xícaras de chá e café em uma barraca de rua no centro de Kabul.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01375

    Ali perdeu uma perna por causa de uma mina, e a outra durante um ataque com mísseis em sua província de origem, Wardok, no sudoeste de Kabul. Com a ajuda de micro-crédito de 18 meses oferecido pelo CICV, Ali pode manter seu negócio e assim sustentar sua família. No entanto, sua vida é uma luta, pois ganha uma média de apenas 1,20 dólares americanos por dia. Tendo em vista sua situação particularmente vulnerável, Ali e sua família recebem rações complementares de víveres do CICV a cada três meses.

  • Um comboio de alimentos do CICV chega no posto de distribuição na província de Kunduz, outubro de 2008.
    • Um comboio de alimentos do CICV chega no posto de distribuição na província de Kunduz, outubro de 2008.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01391

    A pior seca em uma década atingiu seriamente a colheita atual na região. Alguns habitantes só puderam conseguir forragem para o gado.

    Voluntários da Sociedade do Crescente Vermelho Afegão distribuem pacotes de víveres com arroz, legumes, manteiga, açúcar e chá entre os habitantes das regiões mais atingidas. A primeira distribuição é realizada em outubro e novembro de 2008, antes do rigoroso inverno afegão; a segunda será realizada no começo de 2009.

  • Um homem prepara sua carga de arroz, feijão, manteiga, óleo, açúcar, chá e sal para a longa viagem de retorno para casa depois da distribuição do CICV no povoado de Namaz Asay, outubro de 2008.
    • Um homem prepara sua carga de arroz, feijão, manteiga, óleo, açúcar, chá e sal para a longa viagem de retorno para casa depois da distribuição do CICV no povoado de Namaz Asay, outubro de 2008.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01398

    Os problemas de infra-estrutura e o estado precário das estradas também contribuíram para a escassez de alimentos e suprimentos básicos. Estes fatores pioraram a já crônica insegurança alimentar que atinge muitos afegãos por causa de implacável seca que assola o país desde 2001.

  • Uma família parte com suas rações de víveres durante a distribuição do CICV no povado de Namaz Asay, onde foram entregues alimentos aos nove povoados vizinhos ao distrito de Khanabad, a cerca de 60 quilômetros da cidade de Kunduz.
    • A family sets out with their food rations during the ICRC distribution in Namaz Asay village that provided for the surrounding nine villages in Khanabad district, about 60 kilometres from Kunduz city.
      © British Red Cross / Ash Sweeting / af-e-01401

    « Ontem à noite comemos apenas um pedaço de pão requentado com uma xícara de chá”, disse um morador enquanto esperava o início da distribuição. “Toda a família conseguiu apenas algumas sobras para ir comendo à noite, em silêncio ».

    « Não temos alimento suficiente para sobreviver neste inverno”, concluiu ».

    O CICV prevê que duas rações grandes de víveres por família poderão ajudá-las a superar a crise até a próxima colheita. Se não chover até a colheita invernal, a organização distribuirá novamente socorros de emergência.

  • Crianças brincam em torno de uma bomba de água manual construída pelo CICV no campo de Tanar, província de Kunar.
    • Crianças brincam em torno de uma bomba de água manual construída pelo CICV no campo de Tanar, província de Kunar.
      © CICV / L. Ponchon / af-e-01344

    O CICV conserta redes urbanas e rurais de distribuição de água potável em todo o território do Afeganistão.

    O CICV prestou ajuda aos feridos de guerra e às pessoas deslocadas por conflitos armados ou desastres naturais no Afeganistão desde 1987. Presta assistência humanitária em cooperação com a Sociedade do Crescente Vermelho afegã, que conta com uma rede de filiais formada por mais de 20 mil voluntários.

  • Prisão de Sar-i Pul. Parte de uma cozinha construída pelo CICV.
    • Prisão de Sar-i Pul. Parte de uma cozinha construída pelo CICV.
      © CICV / L. Ponchon / af-e-01354

    O CICV garante condições básicas de fornecimento de água e saneamento nos centros de detenção em todo o Afeganistão.


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  • O CICV no Afeganistão

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Última atualização: 15-09-11