Golã Ocupado: 560 drusos sírios atravessam para a Síria
02-11-2009 Galeria de fotos
Para os cerca de 21.100 árabes sírios que vivem no Golã Ocupado, a viagem para a Síria é duramente restringida, quando não impossível. O CICV age como intermediário neutro com os funcionários tanto da Síria como de Israel, para ajudar estudantes e peregrinos a cruzarem a linha de separação para fins educativos e de atividades religiosas.
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Um por um, os nomes dos peregrinos são verificados no pequeno escritório do CICV na zona desmilitarizada entre o Golã Ocupado e a Síria.
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O CICV verifica os documentos entregues por todos peregrinos que cruzaram. Essas listas são apresentadas às autoridades de ambos os lados.
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Para os cerca de 21.100 árabes sírios que vivem no Golã Ocupado, a viagem para a Síria é duramente restringida, quando não impossível. O CICV age como intermediário neutro com os funcionários tanto da Síria como de Israel, para ajudar estudantes e peregrinos a cruzarem a linha de separação para fins educativos e de atividades religiosas.
É um acontecimento muito especial quando drusos sírios do Golã são autorizados a viajar para a Síria. Embora as comunidades drusas de ambos os lados da linha de separação possam manter contato por telefone, o contato direto com a família é quase impossível. Muitas pessoas no Golã foram separadas de seus entes queridos desde 1967. Não poder manter laços sociais, culturais e familiares tem um enorme efeito sobre a população árabe-síria do Golã Ocupado.
Relatório de operações: CICV ajuda árabes-sírios a manterem laços com as famílias na Síria
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No passado, o CICV conduziu o que era conhecido como o programa de visitas familiares, que permitiu a membros de famílias separadas se encontrarem na Síria, uma vez por ano, durante duas semanas. Este programa foi interrompido em 1992. O CICV continua recorrendo a ambos países para poder retomá-lo. Até que isso aconteça, facilitar esta peregrinação religiosa anual é uma forma de garantir que pelo menos um pequeno grupo de drusos tenha a oportunidade de se reunir com seus familiares e sua pátria.
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Uma vez por ano, um grupo de drusos tem a possibilidade de peregrinar para a Síria. Isso também lhes dá a apreciada oportunidade de ver suas famílias do outro lado da linha de separação, fortemente vigiada.
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No ano passado foi a primeira vez que peregrinas foram autorizadas a atravessar para a Síria. Este ano, 43 mulheres estavam na lista, mas muitas outras esperavam com ansiedade a permissão das autoridades para participar. Todas as mulheres autorizadas a atravessar tinham mais de setenta anos.
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Hindieh Abou Saleh, de 70 anos
"Há 42 anos vim para o Golã como uma jovem noiva. Após a ocupação, o contato com minha família e parentes na Síria foi cortado. Estou muito feliz, porque estou indo ver minha família pela primeira vez em 42 anos. Realmente agradeço o que o CICV está fazendo". -

Ittra Hamad Abou Rafe'al Qalani, de 72 anos.
"Estou feliz e triste por estar indo para casa hoje após 42 anos. Perdi muitos membros da família ao longo dos anos, mas estou feliz por finalmente voltar. Embora minha saúde não esteja boa e uma das minhas pernas esteja paralisada, não desistiria desta oportunidade, mesmo que custe minha saúde. Mesmo se eu morrer na Síria, pelo menos terei visto meu país novamente". -

Al Haj Hassan Youssef Bashir, de 96 anos
"Participei da peregrinação por diversas vezes ao longo dos anos graças ao CICV, que continua ajudando as pessoas aqui no Golã. Toda vez que vejo Damasco, choro de alegria, estou em casa. Dizemos: 'Deus vem em primeiro lugar e a pátria em segundo'. Quem pensaria em abrir mão de seu país?" -

Em 24 de setembro de 2009, cerca de 560 drusos foram autorizados a atravessar do Golã Ocupado para a Síria através do ponto de cruzamento de Kuneitra. Como não há relações diplomáticas entre Síria e Israel, o CICV agiu como intermediário neutro entre os dois países para facilitar a peregrinação.

