Paquistão: a luta diária dos civis durante o conflito
26-06-2009 Galeria de fotos
Aproximadamente 2,5 milhões de pessoas fugiram dos enfrentamentos na Província da Fronteira Noroeste desde o início de maio. Estão alojadas em casas de famílias ou em acampamentos fora das zonas diretamente afetadas pelo conflito e com frequência têm acesso extremamente limitado a água potável, eletricidade, atenção médica e meios de comunicação.
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Com a congestão e a falta de água e de instalações sanitárias nos campos, o risco de contrair doenças está sempre presente.
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Hasan, três anos, se refresca do calor escaldante em uma das várias fontes construídas pelo CICV para facilitar o problema de água nos campos de deslocados internos.
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Nascido no campo de Shah Mansoor, no distrito de Swabi – que abriga mais de 20 mil deslocados internos – o bebê está alegremente inconsciente do conflito que acontece a seu redor. Seu pai continua na área onde ocorre o conflito.
Nos distritos de Swat, Dir e Buner, onde o combate foi intenso, dezenas de milhares de pessoas continuam em condições difíceis, em geral com acesso extremamente limitado a água potável, eletricidade, assistência médica e meios de comunicação.
O CICV trabalha com o Crescente Vermelho paquistanês e outros parceiros da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho para assistir milhares de pessoas atingidas pela atual crise nas áreas engolidas pelas hostilidades e arredores. Nos últimos tempos, a organização ampliou significativamente suas operações no Paquistão e seu apoio ao Crescente Vermelho paquistanês.
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A unidade de saúde recebe apoio do CICV através do fornecimento de remédios.
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A organização oferece um gerador e combustível para restabelecer o acesso à energia elétrica do Hospital Escola de Saidu e do Hospital Civil de Kwaz Khela, em Mingora. O CICV também fornece alimentos, material médico, remédios e curativos para mais de 10 mil pacientes.
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Com as famílias separadas pelo combate em Swat e os telefones cortados na região, esse homem no Hospital Escola de Saidu está feliz pela oportunidade de ligar para sua família. Centenas de telefonemas foram feitos na primeira semana de junho de 2009, cortesia do CICV.
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Deslocamentos em massa de civis causaram a separação de muitas famílias. O problema piora com o colapso nos meios de comunicação nas áreas afetadas pelo combate.
Restabelecer e manter o contato entre familiares separados é uma prioridade do CICV. A organização conta com a rede de mensagens Cruz Vermelha para restabelecer os laços familiares.
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O centro médico do CICV atende combatentes e civis feridos na Província da Fronteira Noroeste, no Território Federal de Áreas Tribais e no Afeganistão. A organização também ajuda no treinamento de equipes médicas do Território Federal de Áreas Tribais no tratamento de ferimentos por arma.
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Desde fevereiro de 2009, equipes cirúrgicas trabalham em um hospital com 60 leitos fornecido pela Cruz Vermelha finlandesa. O hospital está equipado com salas de cirurgia, raios X, laboratórios, serviços de fisioterapia e unidade de tratamento intensivo. Está composto por 145 funcionários locais e outros 18 especialistas médicos de diferentes países, entre cirurgiões, anestesistas e técnicos em radiografia.
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Deslocados que fugiram do vale de Swat se estabelecem onde podem em casas temporárias.
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As equipes de água e saneamento estão restaurando o acesso à água potável da população deslocada fornecendo e instalando bolsas de água e construindo fontes.
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Dezenas de milhares de pessoas nas áreas diretamente afetadas pelas hostilidades correm perigo, não só pela falta de segurança, mas também porque praticamente carecem de assistência médica básica.
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As duas organizações trabalham juntas para melhorar as condições de vida de milhares de pessoas desabrigadas pelo conflito.
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Em meados de junho, o CICV e o Crescente Vermelho paquistanês abriram cozinhas comunitárias no campo de deslocados internos de Shah Mansoor.

