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República Centro-Africana: poupar os civis é indispensável

28-12-2012 Relatório de operações N° 02/12

À medida que os grupos armados continuam avançando em direção a Bangui, capital da República Centro-Africana, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalha de perto com a Cruz Vermelha da República Centro-Africana para ajudar as pessoas que abandonaram os seus lares em decorrência do confronto.

(Para legendas em português, selecione CC no vídeo.)

 

"O confronto ainda não chegou a Bangui", disse o chefe de delegação do CICV no país, Georgios Georgantas. "Mas, obviamente, as pessoas que moram aí estão muito preocupadas. Pedimos a todas as partes em conflito que poupem os civis e as suas propriedades e que garantam o acesso das organizações humanitárias. Como intermediário neutro, imparcial e independente, o CICV mantém contato com todas as entidades armadas".

O CICV estava ciente de várias áreas próximas às cidades para onde as pessoas fugiram, disse Georgantas. Outras pessoas buscaram refúgio nos bosques.

A organização trabalha com a Cruz Vermelha da República Centro-Africana para fornecer água para as pessoas deslocadas, além de oferecer serviços sanitários e outras necessidades. Enquanto isso, o CICV prepara uma pesquisa nas áreas rurais para avaliar as necessidades das pessoas que fugiram para lá. A organização se mudará para assisti-las assim que as condições permitirem.

O Comitê continuará com o seu trabalho no país com uma equipe composta de 14 funcionários internacionais e 200 locais. Como medida de precaução por segurança, oito funcionários foram transferidos na quinta-feira para Iaoundé, Camarões.

Na semana passada, o CICV realizou as seguintes atividades:

  • trabalhando de perto com os voluntários da Sociedade Nacional, a organização forneceu 200 mil litros de água para mais de mil pessoas deslocadas na cidade de Ndele, ao norte, entre o aeroporto e a missão católica. Os delegados também distribuíram 500 garrafas para possibilitar que as pessoas deslocadas nas áreas rurais pudessem carregar água potável;
  • oito latrinas foram construídas para as pessoas deslocadas que vivem perto do aeroporto de Ndele e foram organizadas reuniões durante as quais os voluntários da Sociedade Nacional deram dicas sobre como manter a higiene adequada;
  • para aliviar a falta de alimentos, a missão católica recebeu 150 quilos de arroz, 30 litros de óleo de cozinha e 5 quilos de sal, como ingredientes para uma refeição em grupo;
  • cerca de 250 metros quadrados de abrigo foram montados para as pessoas que vivem perto do aeroporto de Ndele;
  • foram entregues kits para equipar seis equipes de primeiros socorros na área de Kaga-Bandoro;
  • todas as partes em conflito foram instadas a poupar a população civil e respeitar o Direito Internacional Humanitário;
  • foram feitos esforços para restabelecer os laços familiares interrompidos pelo confronto. Por exemplo, uma menina de três anos de idade se reencontrou com a sua família em Kaga-Bandoro, enquanto dois combatentes feridos e um capturado foram entregues aos seus familiares. Enquanto isso, 39 mensagens Cruz Vermelha (mensagens breves de conteúdo pessoal) foram recolhidas e 23, entregues.

Mais informações:
Arnaud De Baecque, CICV Bangui, tel: +236 75 878 179
Jean-Yves Clémenzo, CICV Genebra, tel: +41 79 217 32 17