O CICV na República Centro-Africana
29-10-2010 Panorama
Na República Centro-Africana (RCA), o CICV protege e assiste os afetados pelos conflitos armados ou outras situações de violência ao prestar assistência emergencial, realizar projetos de apoio à sobrevivência e reabilitar as instalações de água e saneamento. A organização também visita os detidos, restabelece laços entre familiares separados pelo conflito e promove o DIH entre os vários atores.
O CICV abriu uma delegação na República Centro-africana (RCA) em 2007 no contexto de um conflito armado não internacional no norte do país, mas vem realizando atividades na RCA desde 1983.
Apesar do diálogo político em prol da tolerância política iniciado em dezembro de 2008, a situação da RCA permanece instável. As condições de segurança pioraram em algumas regiões do norte e do leste. Desde agosto de 2009, o CICV vem ajudando as pessoas afetadas pela violência no distrito administrativo de Haut M'Bomou, após as incursões do Exército de Resistência do Senhor.
O CICV aumentou sua presença e atividades de assistência e proteção às vítimas da contínua violência armada iniciada no final de 2005. Além de sua delegação em Bangui, a organização possui três subdelegações em Paoua, Kaga-Bandoro e Birao, no norte.
O CICV visita pessoas detidas em vários centros de detenção e registra supostos incidentes de abusos cometidos contra civis por parte de portadores de armas. A organização restabelece laços entre membros de famílias separadas pela violência.
A organização distribui utensílios domésticos básicos, alimentos e sementes a pessoas em situação vulnerável, principalmente civis deslocados pelo conflito e oferece treinamentos para melhorar sua capacidade agrícola e pecuária. Além disso, com o propósito de melhorar o acesso à água e aos sistemas de esgoto, o CICV faz perfurações e conserta poços, protege pontos de distribuição de água, constrói latrinas e instrui a população em questões de higiene básica.
O CICV promove o Direito Internacional Humanitário (DIH) entre vários grupos alvo, como por exemplo, autoridades nacionais, portadores de armas, a sociedade civil e líderes comunitários. A organização apoia programas de emergência da Sociedade da Cruz Vermelha Centro-Africana, o restabelecimento de laços familiares e a divulgação dos princípios humanitários.


