"Ter civis como alvo é uma recusa absoluta à humanidade", disse Jacques de Maio, chefe de operações do CICV para o Sul da Ásia. "O único propósito concebível é o de espalhar o terror entre a população. Isso viola os princípios fundamentais do Direito Internacional Humanitário".
O Direito Internacional Humanitário determina que as pessoas que não têm participação ativa nas hostilidades devem ser protegidas contras os ataques sempre. Em nenhuma circunstância elas podem ser alvos. Mais do que isso, devem ser tomadas todas as precauções possíveis para evitar – ou pelo menos mitigar – o número incidental de perda de vidas de civis, de civis feridos ou de danos à propriedade civil. Por fim, para garantir que os civis afetados pelo conflito tenham acesso ao atendimento médico e a outras necessidades básicas e deve ser concedida a passagem rápida e desimpedida de remessas de socorro e de pessoal humanitário.
A violência armada no Território Federal de Áreas Tribais e na Província da Fronteira Noroeste já matou milhares de civis, feriu muitos mais e deslocou milhões de pessoas. Importantes infraestruturas civis foram destruídas, incluindo escolas, bombas de água e estações elétricas, assim como inúmeras casas. Os meios de subsistência de milhares de pessoas foram destroçados e os agricultores não podem mais cultivar suas terras ou fazer suas colheitas e muitas pessoas já esgotaram suas economias. Minas terrestres, artefatos explosivos improvisados e material bélico não-detonado são uma ameaça duradoura aos civis em algumas partes da região.
Operando em um ambiente quase sempre perigoso, desde maio de 2009, o CICV tem trabalhado em parceria com o Crescente Vermelho Paquistanês para assistir mais de um milhão de pessoas afetadas pelo conflito na Província da Fronteira Noroeste e no Território Federal de Áreas Tribais. O CICV pede que haja um melhor acesso às áreas diretamente afetadas pelo conflito, as áreas para as quais os civis fugiram e aos centros onde os detidos relacionados com a violência estão sendo mantidos.
Mais informações:
Sébastien Brack, CICV Islamabad, tel: +92 300 850 81 3
Simon Schorno, CICV Genebra, tel: +41 79 2519302 ou +41 22 730 24 26