"O que vi ontem na minha visita a Gaza foi uma situação trágica que resulta em mais e mais sofrimento entre mulheres e crianças, mais e mais vítimas que chegam aos hospitais", disse Kellenberger. Acrescentou que o Direito Internacional Humanitário proíbe ataque a civis e estipula que as partes combatentes devem se esforçar para distinguir entre civis e outros participantes das hostilidades. As partes envolvidas não podem lançar ataques que possam causar incidental perda de vidas de civis, ferimento de civis ou danos a alvos civis que poderiam ser excessivos em relação à antecipada vantagem militar concreta e direta.
Em Gaza, no Hospital Shifa, o hospital referência no território, Kellenberger visitou e falou com a equipe médica da unidade de tratamento intensivo e do departamento ortopédico. "O que vi foi chocante. Realmente dói ver todos os feridos e a gravidade dos ferimentos que sofrem", disse.
Kellenberger também se encontrou com as equipes médicas da Sociedade Crescente Vermelho da Palestina, que está trabalhando com grande coragem em circunstâncias muito difíceis. Exaltou o trabalho da equipe médica em Gaza e disse: "Quero dizer o quanto respeito tamanha coragem. Eles estão com as ambulâncias e o CICV está negociando a passagem segura deles. O CICV escolta os comboios de ambulâncias para dar-lhes proteção extra".
A pausa de três horas diárias nos combates, que permite que os profissionais humanitários trabalhem, é um passo na direção correta, mas não é suficiente, acrescenta. Os feridos precisam ser transportados rapidamente. "Eles não podem esperar dias, nem horas, para serem tratados. Temos que poder chegar até eles, para cuidar deles e transportá-los, se necessário. Isso é inegociável".
Reforçou que todas as partes envolvidas no conflito têm a obrigação legal e moral de acordo com o Direito Internacional Humanitário de proteger as equipes e instalações médicas.
Kellenberger também falou da sua visita a Sderot, ao sul de Israel, esta manhã. "É muito difícil para os civis viverem sob a ameaça de ataques de foguetes, não por semanas, mas por anos. A experiência é aterrorizante, especialmente para as crianças", disse.
O presidente do CICV também se reuniu com a equipe e as autoridades do Magen David Adom, a Sociedade Nacional de Israel. "Eles têm os meios e a capacidade para fazer um bom trabalho", disse.
Mais informações:
Dorothea Krimitsas, CICV Genebra, tel: +41 22 730 25 90 ou +41 79 251 93 18
Anne-Sophie Bonefeld, CICV Jerusalém, tel: +972 2 582 88 45 ou +972 52 601 91 50
Iyad Nasr, CICV Gaza, tel: +972 59 960 30 15 (árabe)
Yael Segev-Eytan, CICV Tel Aviv, tel: +972 3 524 52 86 ou +972 52 275 75 17 (hebraico)
Nadia Dibsy, CICV Jerusalém, tel: +972 5917900 ou +972 52 601 91 48 (árabe)