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Protocolo de Genebra que proíbe armas químicas e bacteriológicas completa 80 anos – E agora?

10-06-2005 Comunicado de imprensa 05/32

Genebra (CICV) – Nos últimos 80 anos, o Protocolo de Genebra, de 1925, tem tido um papel importante nos esforços bem sucedidos para evitar o uso de armas químicas e biológicas.

     

Esta foi a mensagem de Jacques Forster, vice-presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ao falar, hoje, em um seminário para marcar o aniversário de 80 anos do Protocolo.

Em meio à abominável difusão da guerra de gás na Primeira Guerra Mundial e depois de um eficaz apelo público por parte do CICV, o Protocolo foi adotado pela comunidade internacional em 1925. Em 2002, diante dos avanços nas ciências biológicas que tornam mais fácil a produção, a ocultação e o uso de agentes químicos e biológicos, o CICV fez outro apelo semelhante.

Na opinião de Forster, o risco de fracassar na luta contra o envenenamento e a difusão deliberada de doenças pode ser menor se os governos, cientistas e a indústria cooperarem. Há pouco tempo a perder, sublinhou, mas qualquer estrutura para tratar de toda a série de ameaças precisa incluir o corpo jurídico em vigor do Protocolo de 1925 e os dois tratados que ele originou: a Convenção de Armas Químicas e a Convenção de Armas Biológicas.

Em 1925, o “protocolo do gás venenoso” foi acordado depois do fato, exatamente dez anos depois do primeiro ataque de gás no mundo, na Primeira Guerra Mundial. Hoje, o crescimento massivo no número de agentes potencialmente perigosos, sua proliferação e a multiplicação de Estados, grupos e indivíduos que a eles têm acesso criam um quadro muito mais alarmante. Desta vez, argumenta Forster, é essencial agir antes de o fato acontecer.

  Mais informações:  

  Ian Piper, CICV Genebra, ++41 22 730 2063 ou ++41 79 217 3216  

  Para entrevistas, favor contatar:  

  Robin Coupland, CICV Genebra, +41 22 730 2080  



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