A competição reuniu mais de 30 atletas das províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Tanganica. Os times, formados por jogadores com amputação de uma perna que jogam com muletas sem prótese, e por goleiros com amputação de um braço, se enfrentaram no formato internacional de 7 contra 7, com dois tempos de 25 minutos.
“Os jogadores nos proporcionaram atuações lindíssimas. Pudemos conhecer as suas capacidades, a sua determinação, o seu potencial e, sobretudo, o seu talento. A deficiência não deve, em hipótese alguma, definir uma pessoa nem limitar o que ela pode realizar. Com este torneio, esperamos ter contribuído para sensibilizar a população quanto ao respeito às pessoas com deficiência física”, declarou a presidente do CNP-COD, Betty Miangindula.
A maioria dos jogadores que participaram da competição são vítimas de conflitos armados e outras situações de violência no leste da República Democrática do Congo (RDC). Muitos receberam atendimento de cirurgiões, psicólogos, fisioterapeutas, ortopedistas ou de estabelecimentos de saúde que recebem apoio do CICV para tratar os seus ferimentos físicos e psicológicos, além de ter acesso a serviços de reabilitação.
Com o seu programa de reabilitação física, o CICV colabora há vários anos com o Comitê Paralímpico e as ligas provinciais para promover o acesso das pessoas com deficiência ao esporte.
“Para nós, este torneio ilustra uma reabilitação que vai além dos cuidados médicos e das próteses, promovendo a autonomia, a inclusão e a participação plena na vida da comunidade”, observou a chefe da subdelegação do CICV em Kivu do Sul, Eliane Chahwane.
O CICV prestou apoio financeiro, 70 pares de muletas ajustáveis de alta qualidade, 20 bolas de futebol, três conjuntos de uniformes e outros acessórios essenciais para a realização do torneio. Para o CNP-COD, o evento também foi uma oportunidade de dar início às primeiras seleções oficiais de talentos a fim de lançar as bases para uma seleção nacional de futebol de amputados da RDC.
Sobre o CICV
Desde 1863, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalha para aliviar o sofrimento e preservar a dignidade humana em situações de guerra e violência armada. Junto com nossos parceiros da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, prestamos assistência vital e nos esforçamos para reunir famílias separadas e localizar pessoas desaparecidas.
No diálogo com autoridades e as forças armadas de todos os lados, com frequência de forma confidencial, defendemos o tratamento humano das pessoas detidas e instamos ao cumprimento do Direito Internacional Humanitário (DIH) para proteger a população civis, inclusive no ambiente digital.