Comunicado de imprensa

Brasil: Movimento Internacional da Cruz Vermelha fortalece coordenação no Cone Sul para ampliar impacto da ação humanitária

foto grupal

Brasília – Representantes da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), das Sociedades Nacionais do Cone Sul e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se reuniram, nesta semana, em Brasília, para fortalecer a coordenação e o planejamento conjunto de suas ações humanitárias na região. 

O encontro foi realizado na sede da Delegação Regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai e teve como objetivo alinhar prioridades, compartilhar aprendizados e definir objetivos e resultados comuns para 2027. A iniciativa, que acontece anualmente desde 2021, também busca otimizar recursos, evitar a duplicação de esforços e fortalecer as capacidades das Sociedades Nacionais - como é chamada a Cruz Vermelha de cada país - e dos demais componentes do Movimento.

As Sociedades Nacionais são fundamentais para a atuação do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Com presença e conhecimento das realidades locais, elas desempenham um papel essencial na preparação e na resposta às necessidades humanitárias, incluindo as decorrentes de desastres e emergências.

De acordo com a coordenadora Regional de Cooperação do CICV para o Cone Sul, Silvia Backes, a reunião reforça o compromisso do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho com uma atuação coordenada, eficiente e orientada às necessidades das pessoas e comunidades afetadas por situações de vulnerabilidade no Cone Sul. “A coordenação entre os componentes do Movimento ganha importância diante da necessidade de estarmos preparados para responder de forma rápida e complementar a futuras emergências, incluindo desastres de grande magnitude”, afirmou Backes. “A partir das nossas respectivas funções e presença territorial podemos responder às necessidades das comunidades afetadas”, acrescentou.

Encontro COOP Cone sul
K. Huari/CICV
K. Huari/CICV

O encontro incluiu mesas técnicas para identificar prioridades comuns e compartilhar boas práticas.

O encontro durou três dias e reuniu, além de representantes das Delegações Regionais do CICV e IFRC, os Diretores Executivos e as equipes técnicas das Sociedades Nacionais da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Entre os temas discutidos estão os mecanismos de coordenação previstos pelo Acordo para o Impacto Coletivo do Movimento (Acordo de Sevilha 2.0), os mecanismos de financiamento e de ação antecipatória da FICV, a análise de contexto, as lições aprendidas de 2026 e o planejamento conjunto para 2027.

A coordenadora de Programas e Operações da Federação no Cone Sul, Virginia Laino, afirmou que os participantes também realizaram um treinamento utilizando um estudo de caso sobre inundações no Cone Sul para discutir, na prática, os mecanismos de coordenação entre os três componentes do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Para a coordenadora, a atividade permitiu reforçar os diferentes papéis previstos pelo acordo. “O Acordo de Sevilha 2.0 destaca o papel de liderança das Sociedades Nacionais e o papel facilitador e de apoio dos demais componentes do Movimento. É importante aproveitar essas oportunidades para discutir, na prática, como esses princípios podem ser aplicados aos diferentes contextos da região”, afirmou.

A programação incluiu mesas técnicas, nas quais representantes do CICV, da FICV e das Sociedades Nacionais puderam identificar prioridades comuns e compartilhar boas práticas. As discussões também levaram em conta mudanças estratégicas previstas para 2027 e mecanismos para melhorar os processos de planejamento, monitoramento e prestação de contas.

Para a diretora-executiva da Cruz Vermelha Paraguaia, María del Carmen Pérez, cada sessão foi uma oportunidade enriquecedora de troca de experiências entre as Sociedades Nacionais. Segundo ela, a participação de equipes técnicas e de profissionais com experiência específica em implementação permitiu conhecer práticas de outros países e identificar oportunidades para fortalecer o trabalho realizado pelas próprias Sociedades Nacionais.  “Isso nos permite desenvolver um excelente planejamento para os próximos anos e nos dá as ferramentas para ampliar nossa visão de cooperação inclusiva com outras sociedades-irmãs que participam deste espaço”, afirmou.

Mais informações

Fabíola Góis
Assessora de Comunicação do CICV
E-mail: fgois@icrc.org
Telefone: 61 98248-7600