Um mês de hostilidades transformou a vida de milhões de pessoas e enviou ondas de choque muito além da região, em uma escala e velocidade que ameaçam sobrecarregar a resposta humanitária.
Em apenas quatro semanas, milhares de pessoas perderam a vida, incluindo membros de equipes socorristas e humanitárias. Outras centenas de milhares foram desabrigadas. Infraestruturas essenciais, cruciais para a prestação de serviços de energia, água e assistência à saúde, foram danificadas ou destruídas. O uso de armas explosivas pesadas com amplo impacto sobre áreas urbanas causou sofrimento e medo em uma escala dramática.

Foto: Toufic Rmeiti
A forma como as hostilidades têm sido travadas exacerbou o impacto prejudicial. Se as normas da guerra não forem respeitadas, os civis continuarão sofrendo consequências profundas que podem perdurar além do conflito atual.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está trabalhando em estreita colaboração com os seus parceiros do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que mobilizaram milhares de funcionários e voluntários para ajudar a quem foi afetado pelas hostilidades.
Em um momento de necessidades crescentes e orçamentos humanitários cada vez mais restritos, o CICV e outras organizações estão sendo forçados a se adaptar a cadeias de suprimentos interrompidas que prejudicam as suas operações. Enquanto isso, vários países já sobrecarregados por crises humanitárias agora também precisam lidar com o aumento dos preços dos combustíveis e dos custos operacionais.
O respeito pelas normas da guerra reduz as consequências para os civis, sobretudo durante operações militares. Todas as partes, independentemente do lado em que se encontram, estão vinculadas pelo Direito Internacional Humanitário (DIH), e todos os Estados têm a obrigação de respeitar e garantir o respeito ao DIH, mesmo que o seu adversário não o faça.
Nota para as equipes de edição:
Para mais informações sobre os princípios e normas do Direito Internacional Humanitário (DIH) que as partes são obrigadas a respeitar, visite a seção de Perguntas Frequentes do CICV.