Afeganistão: uma vida inteira ajudando as pessoas necessitadas

14 agosto 2015
Afeganistão: uma vida inteira ajudando as pessoas necessitadas
Najmuddin Hilal no centro ortopédico do CICV em Cabul. CC BY-NC-ND / CICV

Najmuddin Hilal tinha somente 18 anos quando perdeu a perna por causa de uma mina terrestre.

Ele passou o ano seguinte em um hospital, recuperando-se lentamente. Depois, foram mais cinco anos em casa, sem poder trabalhar ou levar uma vida normal.

"Naquela época, o meu sonho era passar a fazer um trabalho humanitário. Ficar marginalizado durante cinco anos me corroeu por dentro", lembra Najmuddin.

Então, um dia, o seu sonho se tornou realidade.

Entrando para a equipe do CICV em Cabul

Em setembro de 1988, Najmuddin começou a trabalhar como assistente de fisioterapia no centro ortopédico do CICV em Cabul.

"Fornecia serviços de fisioterapia para as pessoas com deficiência; preparava pernas e braços artificiais e fazia outros trabalhos ortopédicos. Ajudar as pessoas necessitadas, todos os dias, me inspira constantemente para continuar com o trabalho humanitário".

"Existem muitas razões para continuar com este trabalho depois de todos esses anos. A mais importante para mim é ver as pessoas com deficiência que vêm ao nosso centro ortopédico, completamente dependente da ajuda de outros. Depois de uma semana, voltam para as suas famílias, completetamente autossuficientes. Isso me dá força, alegria e incentivo para continuar o meu trabalho", reflete Najmuddin.

"Por causa da minha própria experiência, compreendo a estigmatização que uma pessoa com deficiência enfrenta na sociedade afegã. Vejo o meu trabalho como uma forma de ajudar essas pessoas a lutar contra a estigmatização e a se reintegrar à sociedade. Toda pessoa pode ter uma participação ativa no mundo em que vive, independentemente de deficiências. Uma pessoa com deficiência é tão capaz como qualquer outra. Ter uma deficiência não significa ser incapaz".

Najmuddin acrescenta: "Nos últimos 27 anos, ajudei milhares de pessoas necessitadas. Mas a minha jornada no mundo humanitário está longe de terminar. Na verdade, apenas começou".

Shamshad Omar, oficial de comunicação

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