Colômbia: a paixão de um homem para servir aos demais

15 agosto 2015
Colômbia: a paixão de um homem para servir aos demais

Uma vez que o vírus do voluntariado te contagia, não há como se curar. A dedicação aumenta a cada ano, junto com os sorrisos, os agradecimentos e os abraços.

Mario Alberto Jiménez contagiou-se cedo.

"Comecei como voluntário da Cruz Vermelha Colombiana quando tinha 12 anos, há 20 anos. Sou apenas um rapaz comum – qualificado como enfermeiro". 

Ele agora trabalha para o CICV no sudoeste da Colômbia. Mas o espírito do voluntariado, tão característico do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, continua forte como nunca.

"A Cruz Vermelha me ensinou muito"

Mario nasceu em Manizales, na região do cultivo do café colombiano, e passou a maior parte da vida dele servindo à comunidade. Muitas pessoas lhe dizem que ele está desperdiçando o seu tempo, mas ele não vê dessa forma.

"A Cruz Vermelha me ensinou muito e me ajudou a crescer como pessoa. Consegui conhecer muitas regiões diferentes da Colômbia e até viajei a outros países em missão. O Movimento e os voluntários são a minha segunda família. Eles são o que me mantém motivado para ajudar sempre que necessário – em desastres naturais ou acidentes, em abrigos ou atividades comunitárias com as crianças ou idosos."

Como voluntário, Mario participou dos esforços de socorro após desastres como o terremoto de 2010 no Haiti, que o marcou para o resto da vida.

"Tive a oportunidade de ser voluntário depois do terremoto, fornecendo ajuda humanitária. Era muito triste de se ver. Mais de 80 mil famílias vivendo em acampamentos e barracos – qualquer coisa que pudessem encontrar. Eles não tinham absolutamente nada".

"Viviam do que lhe dávamos. Era muito reconfortante ver o sorriso das crianças e a gratidão no rosto das pessoas".

"Nunca vou perder a dádiva de prestar serviços voluntários"

O trabalho do Mario o levou ao CICV para ajudar as vítimas do conflito armado no sul da Colômbia.

"Vejo os resultados do meu trabalho na assistência que damos às pessoas carentes. Mesmo que eu não seja mais um voluntário, nunca vou perder a dádiva de prestar serviços voluntários – sempre vou querer ajudar as pessoas e melhorar a vida delas".

História pelo CICV

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