Como o CICV está ajudando os etíopes repatriados da Eritreia

  • Birhane Tsehay, açougueiro
    Birhane Tsehay, açougueiro
    “Com a ajuda financeira do CICV, tenho o meu próprio açougue agora. Paguei todas as minhas dívidas. Posso sustentar a minha família. Pude comprar uniformes e outros itens escolares básicos para os meus filhos. Ter um emprego me enche de dignidade e não tenho mais medo do futuro”. Antes de viver na Etiópia, Birhane era um açougueiro muito conhecido em Asmara, Eritreia. Quando ele foi repatriado para a Etiópia em 2015, teve de deixar todos os seus bens. Lá, encontrou trabalho esporádico como carpinteiro ou açougueiro, mas a renda era insuficiente e irregular. Ele nem conseguia pagar o aluguel da casa de um quarto. A ajuda do CICV possibilitou alugar uma pequena loja em uma rua movimentada, comprar o material necessário – geladeira, facas, balanças – e fazer o que ele gosta. Birhane agora está feliz porque pode alimentar e atender às necessidades da sua família.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
  • Selamawit Asmelash, dona de granja
    Selamawit Asmelash, dona de granja
    “Quando o meu marido nos abandonou, não podia mandar os meus filhos para a escola. Além disso, tinha uma dívida enorme e nenhuma renda. Não sabia o que fazer. O CICV me ajudou a comprar o equipamento para a minha granja. O meu negócio está crescendo e os filhos estão felizes.” Em março de 2015, Selamawit, o marido e os três filhos foram repatriados da Eritreia para a Etiópia. Eles receberam um empréstimo e um pedaço de terra de uma pequena instituição financeira em Mekelle para começar uma granja. Infelizmente, o marido dela fugiu com todo o dinheiro do empréstimo. Selamawit ficou sozinha com os três filhos e um pequeno pedaço de terra que o governo confiscaria se não fosse trabalhado. O CICV entregou ajuda financeira que possibilitou que ela comprasse 200 frangos, um refrigerador, um gerador, bandejas de ração e remédios para os animais. Ela também abriu uma pequena loja onde sempre está renovando o estoque.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
  • Leteyesus Teklu, feirante
    Leteyesus Teklu, feirante
    “Vender nas ruas é degradante para uma mulher da minha idade, especialmente quando se é dependente de um clima incerto. A ajuda financeira do CICV permitiu que eu alugasse um posto no mercado central. Estou contente de ter o meu próprio posto. Isso me dá dignidade e me enche de orgulho de ter este pedacinho só para mim. A minha renda é pouca mas está aumentando com certeza.” Leteyesus enfrentava muitas dificuldades para sobreviver e alimentar os seus quatro dependentes em Mekelle, Etiópia, depois da repatriação da Eritreia. Ela tentou vender grãos nas ruas, mas era muito incerto. O CICV ajudou-lhe a comprar mais grãos e temperos, para que ela pudesse expandir o seu negócio e até alugar um posto no mercado coberto. Ela agora é uma feirante do principal mercado da capital da província de Tigré, vivendo a sua vida com dignidade.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
  • Milen e Selamawit Hagos, donas de café
    Milen e Selamawit Hagos, donas de café
    “Eu costumava fazer as tranças tradicionais na Eritreia. Fiz isso toda a minha vida. Quando cheguei pela primeira vez em Mekelle, tentei fazer o mesmo na minha casa, mas ninguém me conhecia e fiquei sem clientes. Não sabia como mudar isso e não tinha outra solução para alimentar e sustentar os meus filhos. Felizmente, o CICV me deu uma ajuda financeira e pude comprar o equipamento necessário, fazendo que o meu negócio fosse atrativo aos clientes locais. A minha renda cresceu desde então. Sou agora uma cabeleireira exitosa e com excelente reputação no bairro.” Lemlem pôde comprar um secador de cabelos profissional, produtos e instrumentos para o seu negócio. Ela agora cria penteados tradicionais e modernos, sendo muito popular no bairro. Está poupando para pagar um curso de eletricista para o filho.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
  • Lemlem Mekuria, cabeleireira
    Lemlem Mekuria, cabeleireira
    “Eu costumava fazer as tranças tradicionais na Eritreia. Fiz isso toda a minha vida. Quando cheguei pela primeira vez em Mekelle, tentei fazer o mesmo na minha casa, mas ninguém me conhecia e fiquei sem clientes. Não sabia como mudar isso e não tinha outra solução para alimentar e sustentar os meus filhos. Felizmente, o CICV me deu uma ajuda financeira e pude comprar o equipamento necessário, fazendo que o meu negócio fosse atrativo aos clientes locais. A minha renda cresceu desde então. Sou agora uma cabeleireira exitosa e com excelente reputação no bairro.” Lemlem pôde comprar um secador de cabelos profissional, produtos e instrumentos para o seu negócio. Ela agora cria penteados tradicionais e modernos, sendo muito popular no bairro. Está poupando para pagar um curso de eletricista para o filho.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
  • Abdulwassie Mohammednnur, alfaiate
    Abdulwassie Mohammednnur, alfaiate
    “Eu não tinha nada, mas o CICV me ajudou a comprar uma máquina de costura, uma de overlock e equipamento básico para abrir o meu negócio. Sou agora um orgulhoso alfaiate. Até contratei alguém para me ajudar!” Abdulwassie foi detido e mandado para a prisão em Eritreia, antes de ser repatriado à Etiópia em 2015 com a esposa e os quatro filhos. Ele sabia tecer e costurar, mas não tinha nenhum dinheiro para abrir o seu próprio negócio. A ajuda financeira do CICV deu o empurrão inicial e ele agora pode poupar um pouco de dinheiro. A sua esposa acaba de dar à luz ao quinto filho, tornando-o um pai orgulhoso.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
  • Yohannes Teklehaimanot, ferreiro
    Yohannes Teklehaimanot, ferreiro
    "Eu não conseguiria abrir o meu negócio sem ajuda. Não tinha nada de dinheiro para comprar o material e as ferramentas necessárias. O CICV me ajudou com isso. Agora tenho trabalho todo o ano.” Yohannes constrói e conserta calhas para escoar a água da chuva. Ele tinha as habilidades e a experiência, mas não o dinheiro. Começar do zero, em uma cidade desconhecida, com mulher e três filhos para alimentar, parecia impossível. As lâminas de metal são muito caras e o trabalho só é pago depois de terminado. O CICV forneceu-lhe o equipamento e as ferramentas necessárias para começar a trabalhar em obras. Ele agora é completamente autônomo e pode sustentar a família.
    CC BY-NC-ND / CICV / Alice Blaquiere
18 maio 2018

Em 2017, o CICV concedeu ajuda financeira com fins produtivos aos etíopes repatriados da Eritreia, assentados recentemente na cidade de Mekelle na província de Tigré. A ajuda serviu para eles começarem atividades de geração de renda. Estas são algumas das suas histórias.