Rakhine, Myanmar: dezenas de milhares de pessoas ajudadas apesar dos desafios

02 novembro 2017
Rakhine, Myanmar: dezenas de milhares de pessoas ajudadas apesar dos desafios

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho já atendeu mais de 40 mil pessoas em Rakhine desde o início da violência, em 25 de agosto. Apesar dos desafios, a ajuda chegou não somente às pessoas que estão deslocadas dentro do estado de Rakhine, mas também àquelas com necessidades urgentes nas suas comunidades de origem. As operações de assistência foram realizadas em conjunto com o Crescente Vermelho de Myanmar, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

Além de distribuir artigos de emergência, como kits de higiene, mosquiteiros, cobertores e lonas para mais de 36 mil pessoas (7,3 mil famílias), fornecemos alimentos para mais de 40 mil pessoas e milhares de outras se beneficiaram com as melhoras nas redes de água e saneamento. Para garantir a continuidade dos serviços de assistência à saúde, as clínicas móveis e sete estabelecimentos de saúde também receberam apoio. Além disso, mais de 7,8 mil pessoas receberam ajuda financeira.

"A Cruz Vermelha assistiu as pessoas deslocadas que foram afetadas pela violência sem discriminar", afirmou o presidente do Crescente Vermelho de Myanmar Dr. Mya Thu. "É uma honra que o governo tenha nos pedido para incrementar o nosso trabalho Segundo os nossos princípios humanitários e padrões estritos para ajudar as pessoas necessitadas."

Rapidamente ampliando as nossas operações para chegar à maior quantidade de pessoas possível, apesar dos desafios como os riscos de segurança, a localização remota das pessoas necessitadas, a falta de infraestrutura e as más condições de tempo. Todos os meios de transporte por vias áreas, aquáticas e terrestres estão sendo usados para fazer avaliações e levar ajuda da maneira mais urgente possível.

O chefe da delegação do CICV em Myanmar, Fabrizzio Carboni, afirmou: "Embora os nossos parceiros e nós tenhamos chegado a um número importante de pessoas, as necessidades são imensas e ainda há muito pra se fazer. Temos planejado ajudar a aproximadamente 180 mil pessoas até o fim de 2017. Ao mesmo tempo em que é vital que recebam assistência, também é importante que os seus direitos legais e a proteção sejam respeitados; instamos todas as partes envolvidas na violência a respeitaram o estado de direito."

"Estamos fazendo o possível para assistir as pessoas carentes", informou o chefe da FICV em Myanmar, Joy Singhal, e acrescentou: "Mas não podemos fazer isso sozinhos. Esperamos que outras organizações humanitárias possam se reorganizar para atender tanto as necessidades existentes como as urgentes."