Uma viagem para o desconhecido

  • Milhares de migrantes chegam da Grécia todos os dias à Eslovênia, o menor país da "rota de trânsito nos Bálcãs". À medida que fazem fila para o cadastro e a assistência, muitos não sabem ao certo o que esperar. A ansiedade, a incerteza e a exaustão têm consequências graves para muitas das pessoas que percorrem o trajeto da Síria, Iraque ou Afeganistão até esse país.
    © Thomas Dworzak / Magnum para o CICV
  • Aqui na Eslovênia, como em muitos lugares ao longo das rotas migratórias, o CICV e a Cruz Vermelha local ajudam os migrantes a entrarem em contato com as suas famílias, por meio da internet ou de telefones celulares. O caminho que têm por diante pode ser incerto, mas pelo menos eles podem tranquilizar os seus entes queridos informando que estão a salvo e receber notícias de casa.
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  • Chegar e fazer a transferência de trens e ônibus é um ponto crucial da viagem deles; é o momento em que os migrantes correm o maior de se separarem dos seus parentes. A equipe e os voluntários da Cruz Vermelha têm um papel fundamental de mediador com a polícia local para assegurar que os grupos familiares se mantenham unidos.
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  • Os voluntários da Cruz Vermelha Eslovena e a equipe do CICV trabalham em conjunto para guarnecer tanto a Estação de Dobova com o campo de recepção próximo. "Assim que os grupos chegam, você deve abordá-los imediatamente. Você deve ser rápido para identificar qualquer problema e também criativo e determinado para resolvê-lo o quanto antes. Você não pode ficar sentado esperando. É preciso ser ativo e estar sempre alerta para todas as pessoas que possam precisar da sua ajuda", afirma Nieves, delegado do CICV.
    © Thomas Dworzak / Magnum para o CICV
  • Enquanto a polícia eslovena se esforça para processar o constante fluxo de chegadas, oferecer assistência humanitária, como roupas, é quase uma corrida contra o tempo. Os voluntários e a equipe da Cruz Vermelha têm de negociar com as autoridades para poder acompanhar os doentes aos médicos.
    © Thomas Dworzak / Magnum para o CICV
  • "Não são só as mulheres e crianças que podem ser particularmente vulneráveis, mas também alguns jovens rapazes, a maioria menores, que vêm de países como o Afeganistão ou o Paquistão, e viajam em grupos de homens. Eles são mais propensos a se separarem do seu grupo, que é praticamente a única proteção que têm na estrada, porque os grupos não gozam de considerações especiais concedidas às unidades familiares", comenta Nieves.
    © Thomas Dworzak / Magnum para o CICV
  • Cinco ou seis trens repletos de migrantes chegavam à Estação de Dobovo todos os dias a caminho da Áustria, embora o número de trens desta rota agora tenha sido reduzido a dois ou três. Mas as autoridades eslovenas informam que ainda há milhares de pessoas que chegam todos os dias, com mais de 300 mil chegadas desde meados de outubro. Foi quando a Eslovênia passou a ocupar uma posição-chave na rota migratória para a Europa Ocidental, depois de a Hungria ter fechado a sua fronteira com a Croácia.
    © Thomas Dworzak / Magnum para o CICV

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