Após passar por Brasília, a mostra chega ao Centro Cultural São Paulo (CCSP) e permanece em cartaz até 30 de agosto, com entrada gratuita. Promovida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a exposição reúne uma seleção de fotografias premiadas ao longo de 15 anos do Visa d'Or Humanitário CICV, uma das categorias do festival internacional de fotojornalismo Visa pour l'Image, realizado anualmente em Perpignan, na França.
Com fotografias produzidas em diferentes contextos de conflito armado ao redor do mundo, como Gaza, Colômbia, Iêmen, Síria e República Democrática do Congo, a exposição propõe um olhar que rejeita o anonimato do sofrimento humano, frequentemente reduzido a números e estatísticas. "Por trás de cada número há pessoas que tiveram suas vidas e famílias dilaceradas pelos conflitos armados", afirmou o chefe da Delegação Regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Nicolas Olivier, na inauguração da exposição em São Paulo.
A jornalista e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Ana Carolina Moreno, afirmou que a exposição também aproxima o público de realidades que, embora pareçam distantes, fazem parte do presente. "A mostra convida as pessoas a enxergarem como a violência e a resiliência coexistem nesses lugares. Essas fotos podem parecer distantes no tempo, mas foram todas tiradas entre 2011 e 2025. Elas podem ter sido feitas muito longe da gente, mas foram registradas no mesmo tempo em que a gente vive", destaca.
Entre os fotojornalistas premiados cujas fotografias integram a mostra está Saher Alghorra, vencedor do Prêmio Pulitzer 2026 na categoria Breaking News Photography pelas imagens produzidas na Faixa de Gaza. O trabalho do fotógrafo palestino documenta os impactos da guerra sobre a população civil em meio à destruição provocada pelos confrontos.