A operação começou em outubro com a libertação e a transferência de 20 reféns vivos e 1.808 detidos. Nas fases seguintes, o CICV facilitou o retorno dos mortos, incluindo 27 dos 28 reféns, e 360 palestinos.
O CICV realizou esse complexo trabalho humanitário, que exige um planejamento logístico e de segurança meticuloso para minimizar o risco à vida de todas as pessoas envolvidas. As tarefas foram organizadas estritamente a pedido das partes e em coordenação com elas, juntamente com o apoio dos mediadores. Esse trabalho reflete o papel de longa data do CICV como intermediário neutro, apoiando operações semelhantes de libertação e transferência desde o início do conflito.
Desde outubro de 2023, o CICV apoiou o retorno de 195 reféns – incluindo 35 mortos – e 3.472 detidos. Também facilitou a transferência de 360 palestinos mortos para Gaza.
“Estamos aliviados por ajudar a reunir famílias com seus entes queridos. Para aquelas cujos familiares mortos foram recuperados, esperamos que isso tenha possibilitado vivenciar o luto de forma plena”, afirmou o chefe da delegação do CICV em Israel e nos territórios ocupados, Julien Lerisson.
“É essencial manter o acordo de cessar-fogo além desta fase, permitir e facilitar uma ajuda humanitária significativamente maior em Gaza e respeitar o Direito Internacional Humanitário (DIH) para que as pessoas possam começar a reconstruir suas vidas com dignidade”, acrescentou.
“Reabrir a passagem de Rafah é importante para atender às necessidades imediatas da população. Nesse sentido, é essencial permitir a entrada de itens necessários para a reabilitação da infraestrutura, assim como a recuperação e identificação dignas de restos mortais”, afirmou Lerisson.
As condições humanitárias em Gaza, embora estejam melhorando, continuam terríveis. A população continua enfrentando morte, destruição e imenso sofrimento. Milhares de famílias ainda aguardam notícias de seus entes queridos desaparecidos. Acredita-se que muitos estejam soterrados sob os escombros. Muitas famílias também têm dificuldades para identificar seus entes queridos devido à limitada capacidade forense.
“Ainda há muito trabalho a ser feito. Nenhuma entidade pode assumir essa tarefa sozinha”, disse Lerisson.
Nota às equipes de edição:
O CICV não disponibiliza imagens de reféns, detidos ou mortos durante essas operações. Isto ocorre por respeito pela dignidade das pessoas libertadas e pela condição em que possam estar, assim como por questões relacionadas com a segurança delas.
Sobre o CICV
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é uma organização neutra, imparcial e independente com um mandato exclusivamente humanitário que decorre das Convenções de Genebra de 1949. Ajudamos pessoas no mundo todo afetadas por conflitos armados e outras situações de violência, fazendo o possível para proteger as suas vidas e dignidade e para aliviar o seu sofrimento, muitas vezes ao lado dos nossos parceiros da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
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Patrick Griffiths (Gaza), tel: +972 52 601 1950, pgriffiths@icrc.org
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