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Sudão/Chade: CICV busca liberação de sua equipe

22-12-2009 Entrevista

O CICV continua pressionando pela liberação dos membros de sua equipe Gauthier Lefèvre, sequestrado em Darfur Ocidental, Sudão, no dia 22 de outubro, e Laurent Maurice, raptado no leste do Chade no dia 9 de novembro. Daniel Duvillard, chefe de operações para o Leste da África, explica a situação.

 

 
   
Daniel Duvillard, chefe de operações do CICV para o Leste da África 
     

  Como o senhor se mantém informado do que está acontecendo com Gauthier e Laurent?  

     

O CICV esteve recentemente em contato direto com Gauthier e Laurent. Ademais, continuamos mantendo um contato relativamente frequente com os sequestradores e com as autoridades locais e nacionais.

Queremos que Gauthier, Laurent e suas famílias saibam que estamos fazendo o possível para conseguir que sejam liberados o quanto antes. Não discutimos esses esforços em detalhes porque não queremos dizer nada que venha a comprometer a segurança deles e as chances de serem liberados com segurança.

  Recentemente, repercutiram na mídia as exigências do um grupo armado, que ameaçava matar os reféns que mantém. O nome de Laurent foi mencionado. Como o senhor reagiu?  

     

A responsabilidade pelo tratamento e bem-estar de Laurent está nas mãos dos sequestradores. Claro que estamos preocupados com a segurança dele e de Gauthier desde o primeiro dia em que foram sequestrados. A segurança deles é o que mais nos preocupa. Também estamos cientes da tensão que essa situação causa e gostaríamos de reiterar nosso apoio às famílias, aos amigos e aos colegas de Gauthier e Laurent.

  Como essa situação afeta as atividades no Sudão e no Chade?  

     

Devido a que a segurança é uma grande preocupação, estamos sempre revisando. Estamos tomando todas as precauções possíveis para assegurar que nossa equipe trabalha em segurança. Embora tenhamos, de fato, suspendido os movimentos e adaptamos nossa presença no terreno no leste do Chade e em Darfur Ocidental, estamos lutando para manter os serviços essenciais que ninguém mais pode prestar. Em particular, seguimos com nosso trabalho no campo de deslocados em Gereida, Darfur do Sul, e com serviços que salvam vidas, como cirurgias de emergência no Hospital Abéché, leste do Chade. Continuamos prestando apoio aos centros primários de saúde e às atividades do Crescente Vermelho Sudanês e da Cruz Vermelha Chadiana.

Em áreas remotas de Darfur e do leste do Chade onde poucas organizações podem chegar, o CICV está envolvido em várias atividades como disponibilizar água potável e ajudar pessoas a se manterem com agricultura e pastoreio. O fato de termos sido obrigados a reduzir nossa presença no terreno significa que agora prestamos menos serviços assim. Lamentamos profundamente essa situação. Nossa prioridade é conseguir a liberação dos membros de nossa equipe o mais rápido possível para termos de volta todos os nossos recursos para seguir com o trabalho humanitário que precisa ser feito.

Por fim, quero reforçar que embora nossas atividades tenham sido reduzidas em áreas específicas, em outras partes do Chade e do Sudão continuamos com nosso trabalho como antes.



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