Movimento da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho denuncia violência recente contra os seus voluntários e funcionários

05 março 2015

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho está profundamente consternado com a recente onda de ataques contra os seus voluntários e funcionários.

Somente no mês passado, dois voluntários e um funcionário foram mortos no Sudão. Houve ataques contra voluntários no Myanmar, enquanto que na Guiné as equipes que combatem o ebola foram atacadas por membros da comunidade em pelo menos dez ocasiões em um mês, devido a informações incorretas e ao estigma. Na República Centro-Africana e em outras partes, os emblemas não foram universalmente respeitados e, em alguns casos, foram inclusive alvos de ataques. Na Síria, 47 voluntários perderam a vida desde o início do conflito.

Arriscar a vida pela comunidade

Os voluntários e os funcionários arriscam a vida pelas suas comunidades todos os dias. Assim o fazem por acreditarem que estão protegidos pelos emblemas da cruz vermelha e do crescente vermelho, os quais o Direito Internacional reconhece como símbolos visíveis de humanidade e neutralidade tanto em tempos de guerra como de paz. Como profissionais humanitários que portam esses emblemas, eles devem ser poupados contra os ataques e devem ter permissão para passar com segurança. Infelizmente – e de maneira inaceitável – esse nem sempre foi o caso.

Porém, garantir uma proteção efetiva para voluntários e funcionários é cada vez mais difícil. Vários fatores fazem com que corram riscos, como a natureza prolongada das atuais crises, a multiplicação dos atores armados e a generalização da falta de respeito pelo Direito Internacional Humanitário (DIH). Além disso, as guerras civis quase sempre ultrapassam as fronteiras de um país, com um efeito dominó que desestrutura comunidades, destrói o tecido social e cria ambientes voláteis nos quais os voluntários e os funcionários se esforçam para realizar o seu trabalho vital.

Necessidade de respeito e proteção

As necessidades humanitárias geradas pelas crises atuais são enormes. Os voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho representam um papel crucial dentro das suas comunidades para aliviar o custo humano dessas mesmas crises. Sem o respeito e a proteção que deveria haver por parte de todos os envolvidos no conflito, eles não podem desempenhar esse papel único e essencial com segurança. Inúmeras vítimas das crises e sobreviventes contam com eles para receber ajuda e correm risco, já que esses profissionais são impedidos de realizar o seu trabalho devido a questões de segurança.

O Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho como um todo – 189 Sociedades Nacionais, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha – faz um apelo às partes estatais e não estatais, forças armadas e grupos armados, indivíduos, comunidades e líderes de opinião que apoiem os voluntários e funcionários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, assim como os outros profissionais humanitários no mundo inteiro. O apelo é para que todas as partes em conflito cumpram com as suas obrigações segundo o DIH e respeitem os profissionais humanitários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho ao lhes garantir acesso seguro e irrestrito a todas as pessoas necessitadas.

Para obter mais informações ou agendar entrevistas, entre em contato com:

Em Genebra:
• Benoit Matsha-Carpentier, responsável de comunicação FICV, Genebra, celular: +41 79 213 24 13, e-mail: benoit.carpentier@ifrc.org
• Ewan Watson, chefe de relações públicas do CICV, celular: +41 79 244 64 70, e-mail: ewatson@icrc.org, Twitter: @EWatsonICRC

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