Somália: animais morrem, deixando habitantes em risco com agravamento da seca

01 março 2017

A seca roubou os animais. Mohamed Salat viu o seu rebanho de 360 cabras e ovelhas ficar reduzido a apenas 90. Abdullahi, também pastor, chegou a ter 270 cabeças de gado e hoje possui 30. Ambos dependem exclusivamente da pecuária para obter renda e alimentos. Agora, a maioria dos animais foi perdida para a seca. Os que sobraram estão fracos e não podem ser vendidos ou abatidos. A próxima estação chuvosa só começa dentro de um mês.

Se as chuvas vierem.

Mohamed e Abdullahi dizem nunca ter passado por uma seca como essa, uma dura realidade de perda e sobrevivência vivida hoje por muitos somalis. Profissionais humanitários estimam que 6,2 milhões de pessoas em toda a Somália, mais da metade da população, enfrentam insegurança alimentar aguda.

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