Somália: pescar em uma antiga cidade "pirata"

  • O pôr do sol em Eyl faz brilhar o oceano, dando-lhe um resplendor dourado. Os dias começam às 4h30 da manhã, quando os pescadores entram nas águas imediatamente após as rezas matutinas. A pesca é a principal ocupação da maioria dos moradores na cidade.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • As ondas altas e os fortes ventos dificultam a da temporada de pesca, que vai de maio a setembro. No entanto, existe um breve período do dia, de manhã bem cedo, quando lançam os barcos e lançam as redes para pescar a maior quantidade de peixes possível. O CICV distribui motores de barcos para os pescadores em Eyl para ajudar a aumentar a produtividade deles. Com mais barcos, eles podem ir mais vezes ao mar.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Homens e mulheres de negócio esperam pacientemente a chegada dos pescadores, que trazem a pesca do dia. Devido ao risco que os fortes ventos impõem a esses pequenos barcos artesanais, apenas alguns poucos pescadores experientes se aventuram no mar.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Mire Mohamed, um pescador de Eyl, vende a pesca do dia para umas mulheres na praia e fica com o restante para o seu hotel, no centro da cidade. Os congeladores que funcionam com energia solar fornecidos pelo CICV facilitaram o armazenamento dos peixes e os pescadores têm menos desperdício.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Mire prepara o peixe que pescou para vender, tirando as escamas e entranhas para os clientes que o esperam na praia. Na temporada alta, a maioria dos peixes são vendidos localmente, mas outros, como o tubarão seco, são exportados para outros países.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Mire, 34, tira a areia da sua pesca. Apesar de ser baaixa temporada, os pescadores ainda podem entrar no mar durante breves períodos de calmaria de manhã. Os congeladores que funcionam com energia solar distribuídos pelo CICV ajudam a armazenar os peixes que, do contrário, apodreceriam.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Mohamed Jamaapesca há 40 anos em Eyl. Lança as redes de pescar e no dia seguinte recolhe a pesca. Ele trabalha em parceria com Mire e os dois vendem peixes para os moradores.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • São quase 9h da manhã e a pesca do dia está praticamente toda vendida. Os pescadores descarregam os seus equipamentos e os barcos são amarrados na costas. As boias permitem que as redes de pesca flutuem mesmo se os peixes são pesados.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Há um senso de comunidade entre os pescadores e todos se ajudam a descarregar os equipamentos e empurrar os barcos pesados para a costa.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • “O mar é uma benção de Deus”, afirma Asha Abdikarim, que não vê a hora de que chegue a alta temporada de pesca, em outubro. Aos 45 anos, ela é pescadora em Eyl desde 1999 e figura de destaque na comunidade.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
  • Não existem muitas mulheres que se envolvem diretamente com a pescaria, como Asha Abdikarim. Ser uma área de trabalho tradicionalmente dominada por homens não a intimida e ela sente uma grande paixão pelo mar.
    CC BY-NC-ND / ICRC / Mohamed Abdikarim
  • Asha segura uma lagosta que comprou de um dos pescadores. Desta vez, ela não foi ao mar porque teve que atender a sua pousada. Por meio da pescaria, Asha, uma mãe solteira, consegue manter os três filhos na escola.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mohamed Abdikarim
02 outubro 2017

Quase uma década atrás, Eyl era um "centro pirata" que inspirou livros e o livro que foi grande sucesso de bilheteria, "Capitão Philips". No passado, no início do século 20, a cidade foi um bastião para as forças de Sayyid Mohammed Abdullah Hassan (conhecido como o "Mulá Louco"). Diversos fortes desse período marcam a paisagem da cidade. Hoje em dia, Eyl oferece tanto histórias ricas como uma bela costa com praias douradas. Para os moradores, ao longo do tempo, pescar sempre foi um pilar.

Eyl é uma das três cidades costeiras na Somália onde o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalha com a comunidade pesqueira em pequena escala para ajudar a aumentar a sua produtividade. A assistência inclui a entrega de materiais de pesca, motores de barcos e congeladores que funcionam com energia solar.