Sudão do Sul: ajudar a melhorar as vidas das pessoas com deficiência

  • O Centro de Reabilitação Física de Rumbek (CRF) foi aberto em 2004 pela organização Medical Care Development International, que concluiu o projeto em 2010 e o entregou ao governo do país. O CICV apoia o centro desde 2013, ao mesmo tempo em que a equipe do Sudão do Sul está trabalhando aí desde o início. Gabriel é o gerente do CRF. Ele também é técnico e fabrica próteses e órteses.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mari Aftret Mortvedt
  • “Quero trabalhar aqui até eu ficar velha demais para vir”, conta Martha Aku. Ela é uma das sete funcionárias do grupo “Akolcin”, uma iniciativa de inclusão social para pessoas com deficiência física. A iniciativa começou em 2014 e tinha como meta apoiar e incluir pessoas vulneráveis na sociedade.
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  • Rebecca tem seis anos e quase sempre acompanha a sua tia Martha ao trabalho. Na cultura local, considera-se que Martha desempenha o papel de um homen, porque ajuda a sustentar a família. Martha mora com o irmão, a esposa dele e os três filhos do casa. Rebecca chama Martha de mãe.
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  • Makur Madof Diet (46) é paciente e funcionário. A perna dele foi amputada depois de ter sido ferido por uma bala em 1998. “Sou feliz por ter essa deficiência porque isso me ajuda a entender exatamente onde doi quando estou ajudando outros pacientes”, conta.
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  • Quando Makur foi ferido, o pai dele lhe comprou uma bicicleta. E lhe disse que deveria ser forte e pensar no futuro dos seus filhos. Agora Makur usa essa bicicleta para ir a qualquer lugar. “Às vezes ouço sobre os possíveis pacientes nas aldeias e vou até lá conversar com eles. Conto a minha história e mostro onde estou agora. As pessoas precisam de apoio, sobretudo, as que têm deficiência. Sem ajuda, a vida pode ser muito difícil.”
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  • “A equipe aqui é como Deus para mim. Eles me recriaram de uma maneira que somente Deus poderia fazê-lo Eu não tinha perna e eles fizeram esse aparelho para mim”, conta Bong Juir Juir, de 19 anos. Ele perdeu a perna esquerda depois de ter sido picado por uma cobra quando tinha apenas sete anos. Ele foi o nono paciente registrado no CRF de Rumbek em 2004.
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  • Mary é uma das sete funcionárias do grupo “Alkocin”. Elas são responsáveis pela limpeza, preparação das refeições e cultivo da terra próxima ao CRF.
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  • O Programa de Reabilitação Física no Sudão do Sul presta serviços para pessoas com deficiência de modo que possam recuperar a sua mobilidade e as ajuda a reconstruírem as suas vidas. Em 2017, o CICV apoiou centros em Juba, Rumbek e Wau.
    CC BY-NC-ND / CICV / Mari Aftret Mortvedt
  • O Programa de Reabilitação Física no Sudão do Sul presta serviços para pessoas com deficiência de modo que possam recuperar a sua mobilidade e as ajuda a reconstruírem as suas vidas. Em 2017, o CICV apoiou centros em Juba, Rumbek e Wau.
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  • “Estou muito feliz com o trabalho que faço aqui. Sinto-me ótimo! Às vezes, penso que sem a minha prótese, a minha família sofreria de fome, doença e todas as coisas ruins que acontecem no Sudão do Sul”, afirma Makur. Ele está no processo de fazer a sua própria prótese.
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  • “A cobra que me picou era grande e comprida. Era preta e cinza e a pele parecia um uniforme militar. Ela me atacuo quando eu estava sentado e, depois de me picar, levantou o corpo como uma naja”, conta Bong Juir Juir. “Depois da picada, a minha perna começou a apodrecer, a carne caía e eu podia ver o osso.”
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  • Bong trabalhava como pastor de gado quando foi picado pela cobra. Depois que a perna dele foi amputada, os pais dele pensaram que ele não poderia trabalhar mais e o mandaram para a escola. Com um inglês fluente, ele conta: “Agora, penso que foi algo bom, porque tive a chance de ir para a escola. Quero continuar os meus estudos e também trabalhar fazendo próteses.”
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28 setembro 2017

Após décadas de guerra, milhares de pessoas convivem com deficiências no Sudão do Sul.

Aproximadamente, 75% dos ferimentos no centro de Programas de Reabilitação Física (PRF) em Rumbek estão relacionados com armas de fogo. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apoia o centro mediante incentivo à equipe, treinamento, fornecimento de material para os aparelhos, apoio à construção de um novo alojamento para os pacientes e refeições diárias.

O centro tinha 561 pacientes em 2016 e, até agosto de 2017, já tinha 460, o que representa um aumento de 28% comparado com o mesmo período no ano passado.