É nesse cenário que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anuncia a abertura da 7ª edição do Prêmio de Cobertura Humanitária Internacional, destinado a valorizar conteúdo jornalístico de qualidade sobre temas humanitários que coloquem as pessoas no centro da cobertura e que tenham sido publicadas ou exibidas entre 1º de setembro de 2024 e 29 de março de 2026.
As inscrições estarão abertas entre 26 de janeiro a 29 de março de 2026 e podem ser feitas na página: 7º Prêmio CICV de Cobertura Humanitária Internacional | e-inscrição
O Prêmio é uma iniciativa da Delegação Regional para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai do CICV para reconhecer o trabalho de jornalistas e veículos de comunicação que atuam em território nacional e que têm contribuído para a disseminação de informações a respeito das causas humanitárias defendidas pelo Comitê.
A comissão organizadora compreende por cobertura humanitária reportagens, podcasts, documentários e outros formatos jornalísticos que abordem temas relacionados a países marcados por conflitos armados, destacando o impacto das guerras no cotidiano de pessoas e populações.
Serão considerados, por exemplo, reportagens sobre assistência humanitária (entrega de alimentos e de medicamentos, atenção à saúde, fornecimento de água potável), migração e refúgio, desaparecimentos em contextos marcados por guerras, ataques a missões médicas e violência sexual durante conflitos armados. No entanto, não serão avaliadas reportagens sobre assuntos políticos, geopolíticos, bélicos ou centrados em instituições, por exemplo.
Nesta edição, em razão da Iniciativa Global para impulsionar o compromisso político com o Direito Internacional Humanitário (DIH), a comissão organizadora estimula a inscrição de trabalhos que façam referência ao tema. A Iniciativa Global convoca os Estados a respeitarem o DIH, conjunto de normas que regula a condução dos conflitos armados e busca limitar seus efeitos sobre pessoas que não participam das hostilidades, como civis, profissionais de saúde e trabalhadores humanitários, bem como sobre aquelas que deixaram de participar, incluindo soldados feridos, enfermos, náufragos e prisioneiros de guerra.
“O prêmio é uma forma de reconhecer o esforço do jornalismo de qualidade e celebrar profissionais que levam os fatos ao debate público, com um olhar especial para as pessoas afetadas por conflitos armados”, afirmou o chefe da Delegação Regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Nicolas Olivier.
A banca de jurados analisará de maneira isenta o material inscrito de acordo com os seguintes critérios: qualidade técnica, pertinência da temática ou assunto e abordagem qualificada. Na edição de 2026, a comissão organizadora estimula a inscrição de reportagens que façam menção às Convenções de Genebra, base do Direito Internacional Humanitário (DIH), também conhecido como as “regras da guerra”, e principal referência para a atuação global do CICV.
O primeiro colocado receberá uma viagem com despesas pagas para um país onde o CICV tenha atividades operacionais. Os finalistas serão anunciados em julho, e a cerimônia de entrega do Prêmio ocorrerá em data ainda a ser definida, em São Paulo.