Declaração

Indignação com a morte de trabalhadores humanitários em conflitos

Esta declaração é atribuída a Kate Forbes, presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, e a Mirjana Spoljaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Joint-ICRC-IFRC-Statement

Genebra (CICV/FICV) – Declaração de Kate Forbes, presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, e Mirjana Spoljaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Desde que as hostilidades começaram no Oriente Médio, o pessoal humanitário e médico está encurralado na linha de fogo, o que coloca em risco os recursos vitais dos quais os civis dependem para sobreviver. Se esse padrão continuar, tememos que em breve estaremos de luto por mais colegas mortos enquanto tentavam salvar vidas.

Em menos de duas semanas, esses temores já estão se tornando realidade. Um paramédico da Cruz Vermelha Libanesa morreu devido aos graves ferimentos que sofreu enquanto tentava ajudar civis feridos; outros ficaram feridos. No Irã, funcionários e voluntários do Crescente Vermelho Iraniano sofreram baixas enquanto ajudavam civis em meio às hostilidades.

Apesar dos perigos, funcionários e voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, assim como os do Magen David Adom em Israel, continuam trabalhando em toda a região, correndo grande risco pessoal, para apoiar a quem necessita.

O pessoal humanitário está protegido pelo Direito Internacional Humanitário (DIH). Em março do ano passado, oito paramédicos do Crescente Vermelho Palestino foram brutalmente assassinados enquanto atendiam vítimas em Gaza, o que gerou indignação global. No entanto, em todos os conflitos, o pessoal humanitário e médico continua sendo morto, ferido, sequestrado ou detido enquanto tenta chegar às pessoas necessitadas.

Na quarta-feira passada, um colega do UNICEF foi morto em um suposto ataque de drone na República Democrática do Congo. Este ano, funcionários e voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho já foram mortos em serviço não só no Líbano, mas também no Sudão, em Gaza e no Irã.

Já pedimos antes e voltamos a pedir: os Estados e as partes em conflito devem tomar medidas concretas e imediatas para proteger quem arrisca tudo para salvar vidas. Quando o pessoal humanitário é protegido, a nossa humanidade compartilhada também é protegida. A vida das nossas equipes e das pessoas que atendem depende disso.