Conflito do Atlântico Sul: o trabalho do CICV

11 abril 2018

Já passaram 36 anos desde o início do conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido, pela disputa que mantêm pelas Ilhas Falkland/Malvinas.

Nesse período, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) trabalhou em muitas atividades. Em 1982, os delegados visitaram e cadastraram prisioneiros de guerra, tanto em terra como no mar. Em 1991, o CICV organizou a primeira viagem de familiares de soldados argentinos. Em 2012, a organização recebeu um pedido do governo argentino para facilitar a identificação de restos mortais dos soldados não identificados sepultados no cemitério de Darwin. O chamado Plano de Projeto Humanitário (PPH) foi executado em 2017, quando 90 combatentes foram identificados. Todo este trabalho exigiu a assessoria do CICV junto à Argentina e ao Reino Unido.

Falklands/Malvinas, 1982: Equipo del CICR recibe prisioneros de guerra

1982: Equipe do CICV visita e recebe prisioneiros de guerra

Depois de 36 anos de espera, os familiares de soldados argentinos sepultados no cemitério de Darwin puderam levar flores às sepulturas dos seus entes queridos identificados pelo CICV. Até 2018, as sepulturas tinham lápides com a inscrição "Soldado argentino conhecido apenas por Deus ". Agora, têm nome e sobrenome.