Henry Dunant- biografia

15 junho 2016
Henry Dunant- biografia

Conhecido como o pai da Cruz Vermelha, Jean Henry Dunant nasceu em 8 de maio de 1828 em Genebra, Suíça.

À medida que Dunant amadurecia, desfrutava de todos os privilégios a que tinha acesso em virtude da posição social e econômica de sua família. Ao mesmo tempo, conhecia os rigores habituais a um filho de um cidadão suíço comprometido com suas obrigações. A atmosfera da Genebra calvinista também influenciou seu crescimento e desenvolvimento. Cedo, Dunant desenvolveu convicções religiosas profundas e princípios morais elevados.

Nos primeiros anos da maturidade encontrou vazão para suas energias aliando-se a vários movimentos ou causas e engajando-se em atividades caridosas e religiosas. Tornou-se membro de uma organização em Genebra conhecida como Liga dos Donativos, cuja proposta era levar conforto espiritual e auxílio material para os pobres, enfermos e amargurados. Também visitava regularmente a prisão da cidade, onde trabalhava para ajudar a corrigir os transgressores da lei.

O jovem enérgico também estava dedicado a desenvolver uma carreira empresarial de sucesso e obter uma fortuna considerável. Durante uma viagem de negócios à Itália, por acaso, Dunant chegou a Castiglione della Pieve no mesmo dia de junho de 1859 em que a Batalha de Solferino havia sido combatida perto dali. Quando a cidade ficou abarrotada de vítimas e os serviços médicos do exército disponíveis se revelaram inadequados, para Dunant foi totalmente natural se esforçar para ajudar a aliviar a dor e o sofrimento dos feridos. Por temperamento, tradição e educação, ele não poderia deixar por menos. A partir daquele momento, as atividades empresariais de Dunant e seus outros interesses tornaram-se secundários, uma vez que ele procurava encontrar um modo para que esse sofrimento pudesse ser de alguma forma evitado, ou pelo menos, atenuado, nas futuras guerras.

A publicação de Lembrança de Solferino marcou o início de um breve período em que Dunant alcançou o auge da sua carreira. Sua proposta de que sociedades de voluntários treinados fossem organizadas em todos os países com vistas a ajudar a cuidar dos combatentes feridos em tempos de guerra foi endossada com entusiasmo por muitas pessoas. Além disso, sua ideia de estabelecer um tratado internacional entre as nações a fim de garantir um tratamento mais humano para os feridos despertou um interesse considerável. Dunant viajou para muitas capitais da Europa. Todas as portas estavam abertas para ele, o que lhe permitiu conversar diretamente com muitas pessoas influentes. Membros da realeza e homens do povo escutaram-no respeitosamente quando explicava suas propostas.

Em 1863 e 1864, a estrela de Dunant atingiu seu apogeu e depois, quase imediatamente, começou a declinar. As pessoas se reuniam em seu apoio, foi organizado um comitê e eram realizadas conferências. Mas durante a transformação de seu sonho em realidade, Dunant, o visionário, foi aos poucos se afastando, enquanto homens de ação começaram a assumir o comando.

Suas empresas, que havia muito tempo eram negligenciadas, precisaram ser liquidadas. Durante o processo de liquidação, abdicou praticamente de tudo o que possuía para satisfazer seus credores. Logo depois deixou Genebra, para nunca mais voltar. Tinha então apenas 39 anos.

Os 20 anos seguintes foram realmente difíceis para Dunant. Ele vivia precariamente, contando com a ninharia que os amigos podiam lhe dar e uma pequena mesada de seus familiares. A pobreza e a penúria não lhe eram estranhos. Aparecia em público ocasionalmente, na França, Alemanha, Itália e Inglaterra, para ser homenageado por sua participação na fundação da Cruz Vermelha.

Por volta de 1892, a saúde ruim e a idade avançada o obrigaram a fixar residência na casa de saúde local, onde passou os últimos 18 anos de sua vida. Mas Dunant ainda conheceria o ápice da glória. Em 1901, o comitê Nobel outorgou-lhe o primeiro Prêmio da Paz, compartilhado com o francês Frédéric Passy. Como Dunant estava fraco demais para fazer a longa viagem até Christiana, o prêmio e, mais tarde, a medalha, lhe foram enviados. De Genebra, seu antigo lar, chegou esta mensagem do Comitê Internacional da Cruz Vermelha: "Não há homem que mais mereça esta honra, porque foi o senhor, quarenta anos atrás, que estabeleceu a organização internacional para o conforto dos feridos nos campos de batalha. Sem o senhor, a Cruz Vermelha, a extraordinária conquista humanitária do século dezenove, provavelmente nunca teria sido realizada."

 

Receba o boletim do CICV