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Relatório: “Ainda? Essa é a palavra que mais dói”

Capa da publicação "Ainda? Essa es a palavra que mais doi"

Viver com a ausência é uma realidade dolorosa para familiares de milhares de pessoas que despareceram. No Brasil, o CICV tem observado o desaparecimento de pessoas como uma realidade atual, que se prolonga há decadas e está ligada a fatores diferentes, entre os quais, a violência. Por anos e até décadas, estes familiares convivem com a incerteza sobre o destino e o paradeiro de seu ente querido. Eles se dedicam exaustivamente à busca de respostas. Neste percurso, enfrentam experiências traumáticas, de risco, desamparo e incompreensão. Mas desenvolvem uma resiliência extraordinária para lidar com problemas novos e específicos da sua condição, mas sua vida fica afetada em quase todas as áreas.

Por isso, em 2018, a Delegação Regional para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) realizou uma avaliação necessidades para entender melhor as dificuldades enfrentadas por essas famílias. Este relatório é resultado das entrevistas com familiares de pessoas que desapareceram no estado de São Paulo e com profissionais que trabalham nesta área, com o objetivo de compreender essas necessidades, a fim de orientar o seu trabalho no Brasil.

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