Foto B.Mast/CICV

Água e saneamento para migrantes e populações receptoras em Roraima

Relatório 08 março 2021 Brasil Venezuela
Balanço Humanitário 2020

As populações migrante e acolhedora estão expostas a situações de vulnerabilidade em Roraima. Desenvolvidos em cooperação com instituições e órgãos públicos, os projetos de água e saneamento buscaram reforçar as capacidades locais para enfrentar a falta de abastecimento de água e garantir condições mínimas para a população. Com ações integradas entre diferentes programas, o CICV trabalhou no estado fronteiriço com a Venezuela para promover garantir a comunicação familiar (programa RLF), doações, e também identificando e apoiando crianças e adolescentes sem familiares no Brasil.

A melhoria do abastecimento de água e das condições de higiene em diversos locais e comunidades de Pacaraima (RR) beneficia mais de 8 mil pessoas diariamente, permitindo reforçar as ações de prevenção e combate à Covid-19. Em 2020, o CICV instalou poços artesianos nas quatro escolas públicas da cidade. O projeto beneficia mais de 2,4 mil estudantes e profissionais da Educação. Além disso, foi reformado o posto de saúde e foi instalado um sistema de bombeamento solar junto ao poço artesiano da comunidade indígena de Tarau Paru.

 

8 mil pessoas beneficiadas diariamente
Pelo abastecimento de água em Pacaraima


Migrantes usam sistema de abastecimento de agua do CICV em Pacaraima. Foto: B.Mast/CICV

"Em Roraima trabalhamos em diversas frentes. O apoio em saneamento e infraestrutura para garantir água é uma delas", explica Michael Pfister, chefe do escritório do CICV em Boa Vista.

Essa foi uma ação muito bem recebida pelas autoridades. Assim como em outros lugares do mundo, a chegada contínua de muitos migrantes requer o reforço das redes de apoio e proteção, cuidando também da população local acolhedora

Depoimento

Andrea Zamur

Chefe adjunta do escritório do CICV em Boa Vista, RR

O trabalho no CICV é muito marcado pela palavra flexibilidade. Esta é uma característica que, se a gente já não tem naturalmente, a gente tem que desenvolver no trabalho de campo, e isso foi muito potencializado nesse momento de pandemia, porque nós tivemos que nos adaptar e adaptar as nossas respostas para conseguir chegar à população.

Tivemos de pensar maneiras de continuar oferecendo nossos serviços de forma remota, usando bastante a tecnologia a nosso favor e sendo muito criativos. 

Eu sou uma pessoa que gosta muito de gente, então construir relacionamentos e manter esse trabalho funcionando sem poder ver as pessoas e sem poder oferecer mais conforto pessoalmente, isso fez muita falta. Depois de muitos meses trabalhando remoto, quando retornamos, resguardando todos os cuidados, foi tudo o que eu esperava! Foi maravilhoso poder encontrar os migrantes de novo, poder encontrar nossos colaboradores novamente e ver que o trabalho foi realizado mesmo diante dos desafios.

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